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A prestação de Cabo Verde, a "botija de oxigénio" de Nuno Mendes e a "confiança" para os 'oitavos': o que disse Nélson Semedo

Lateral falou aos jornalistas na zona mista

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Nélson Semedo
Nélson Semedo • Foto: AP
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Além de Nuno Mendes, Nélson Semedo também falou este sábado aos jornalistas na zona mista, antes de Portugal subir ao relvado para preparar o jogo dos oitavos de final com a Espanha (segunda-feira, 20h). Entre vários assuntos, o lateral do Fenerbahçe abordou o duelo com 'nuestros hermanos' e deixou elogios ao companheiro do PSG. 

Como é que viveu a prestação de Cabo Verde? "Acompanhei, acho que acima de tudo Cabo Verde venceu, é um país pequeno mas com uma qualidade enorme. A crença foi incrível, fico feliz por nos terem representado dessa maneira. É dar os parabéns e agradecer". 

Jogo com Espanha: "Com muita confiança, sabemos do plantel que temos. Vamos jogar com uma seleção boa, mas sabemos da qualidade que temos e o que temos de melhorar. Temos mais dois dias para preparar. Estamos muito confiantes". 

Se tivesse de fazer uma corrida de 100 metros, quem ganhava "Ganhava o Nuno de certeza, é rápido e novo. Tem uma botija de oxigénio que não termina. Pergunto como consegue dar seguimento ao rendimento físico. Tem mostrado o quão poderoso é e temos de tirar vantagem disso. É uma mais-valia".

Vitória no último jogo acabou com as críticas? Jogo com a Espanha é uma final antecipada? "Sempre vai haver críticas, acho que o importante é sermos autocríticos, é o que temos feito e vamos continuar a fazer. Só assim vamos ter margem para sermos melhores. Sabemos que o próximo é um jogo complicado, diria uma final antecipada. Acho que vai ser um jogo bonito e espero que dê para Portugal".

Espanha. Como Portugal deve travar as movimentações dos médios e atacantes? "É uma grande equipa. Lamine é um grande jogador mas se nos focarmos só nele vamos ter problemas. Têm jogadores que podem fazer a diferença, temos de estar alerta, mas focar-nos em nós. Temos de saber o que temos de fazer, ter as ideias claras e darmos tudo de nós. Tenho muita confiança de que o poderemos fazer".

Pode haver favoritos? "Acho que não haverá favoritismo neste jogo, somos duas equipas muito boas, que têm muita qualidade, acho que vai ser equilibrado. Fomos a prolongamento e ganhámos nos penáltis. Espero que volte a acontecer o mesmo resultado. Sofrer faz parte, só assim chegaremos à final. Se para ganhar tivermos de sofrer assino por baixo".

Tem-se falado muito sobre a gestão física. Sente-se a bater à porta do onze? "Sinto-me a bater à porta para ajudar Portugal da maneira que for, o importante é darmos o melhor para que Portugal possa chegar o mais longe possível. Acho que todos estão preparados para ajudar. O Gonçalo jogou pouco tempo e foi determinante. Foco é o coletivo".

Já falou das críticas de que a seleção tem sido alvo. Este jogo é um jogo no qual Portugal pode meter as credenciais de candidato em cima da mesa? "Importante é ganhar o jogo, temos de jogar jogo a jogo. Estamos confiantes, sabemos o que temos de melhorar, acho que é jogar jogo a jogo e fazer um bom trabalho. Depois é pensar no próximo. Manter os pés assentes no jogo".

Qual é a chave para parar Lamine Yamal. Quando estavas no Barça, ouvias falar nele? "Não. Era muito jovem, tínhamos o Ansu Fati que tinha acabado de chegar. Lamine é uma pérola para eles, pode ser determinante, mas já provámos que temos uma equipa para nos batermos com eles".

Como tem sido estar em Toronto? "Tivemos algumas horas para visitar a cidade. Saí com alguns colega, apanhei ar fresco, conheci a cidade, é a primeira vez que estive aqui. Há muitos portugueses, uma grande comunidade".

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