«O coletivo é sempre o mais importante, mas as individualidades têm que estar ao maior nível para poder ajudar Portugal a ganhar»
Antigamente Portugal dependia de muitas individualidades, mas hoje há um coletivo muito forte. Você vê isso como uma evolução, um trunfo a favor da seleção portuguesa nesses últimos anos?
"Não, eu acho que, obviamente o coletivo é sempre o mais importante, mas as individualidades têm que estar ao maior nível para poder ajudar Portugal a ganhar. E nós falamos de competições, claro que obviamente eu acho que o grupo de 2006 era muito forte também, tínhamos grandes nomes, grandes jogadores que marcaram a história do nosso país e do futebol também, não só do nosso país, mas do futebol mundial. Em 2016 tivemos um herói improvável, e foi preciso um momento de grande brilhantismo do Éder para podermos ser campeões europeus. E eu espero que, independentemente de quem seja, por exemplo, temos agora um jogador que esteve na calha de muita gente, vem não vem, que é o Guedes, que nos deu a nossa primeira Liga das Nações e por aí fora. Eu acho que as individualidades vão ser sempre importantes porque dentro de um coletivo temos que ter individualidades fortes que depois, quando o coletivo não consegue criar alguma coisa, ter um momento de brilhantismo para ajudar. E eu acho que nós temos isso, neste momento temos um grupo muito coeso, muito forte e que, a qualquer momento, tem jogadores que são capazes de criar situações do nada, criar golos, fazer golos e ajudar a não sofrer esses golos também, para não me esquecer das defesas, senão eles chateiam-se, os guarda-redes. Mas o mais importante agora é que o grupo consiga, como um todo, fazer um mundial excelente para que todos nós possamos sair daqui mais valorizados."
Termina a conferência de Bruno Fernandes
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