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Dyego Sousa: «Teria levado Paulinho ao Campeonato do Mundo»

No entanto, avançado acredita que Cristiano Ronaldo, Gonçalo Ramos e Gonçalo Guedes darão conta do recado

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Paulinho e Dyego Sousa foram companheiros de equipa no Sp. Braga
Paulinho e Dyego Sousa foram companheiros de equipa no Sp. Braga • Foto: Simão Filho
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Cristiano Ronaldo e Gonçalo Ramos são compatíveis no onze da Seleção Nacional no Campeonato do Mundo'2026, segundo Edinho, antigo avançado internacional pela equipa das quinas, que destaca ainda as características de Gonçalo Guedes.

O antigo ponta de lança, que somou seis internacionalizações pela seleção A e apontou três golos, realçou a variabilidade de opções para o eixo do ataque luso, que permitem uma maior rotação consoante as características dos adversários, e mantém a expectativa de que Cristiano Ronaldo, apesar dos seus 41 anos, ainda possa assumir um caráter decisivo.

"Temos uma grande equipa, alguns dos melhores jogadores a nível mundial. O Gonçalo Guedes também é um jogador mais móvel que pode ser muito importante para entrar e decidir, mas esperemos que não seja necessário e o Cristiano resolva antes. Penso ainda que é possível o Cristiano e o Gonçalo Ramos, que também é um excelente ponta de lança, jogarem na frente de ataque juntos pela inteligência e qualidade que têm", garantiu, em declarações à Lusa.

Para Dyego Sousa, outro dianteiro que representou as cores lusas, tendo estado no plantel que venceu a primeira Liga das Nações por Portugal, em 2019, Paulinho, avançado do Toluca, do México, poderia ter integrado o lote de 26 inscritos de Roberto Martínez e assim oferecer outras soluções para a posição '9', sem retirar mérito aos escolhidos pelo selecionador.

"Gosto particularmente do Paulinho, joguei com ele no Sp. Braga e é um amigo. Se eu levaria o Paulinho ao Campeonato do Mundo? Sim, levaria, mas ainda poderá ter tempo de representar a seleção mais para a frente. De qualquer das formas, a seleção está bem servida seja com Cristiano Ronaldo, Gonçalo Guedes, quem for. Acredito que podemos ser campeões", destacou, recordando o período em que partilhou balneário com Paulinho, ao serviço do Sporting de Braga, entre 2017 e 2019.

Relativamente ao setor mais recuado, o ex-defesa Rolando rejeita a ideia de que o eixo da defesa seja a maior debilidade da seleção portuguesa, apesar de reconhecer que os problemas físicos de Rúben Dias são prejudiciais, com Tomás Araújo a surgir como uma opção natural e de valor para assumir o lugar em caso de ausência do central do Manchester City.

"Quando os jogadores da frente são bons, há sempre a tendência de esquecer os que estão atrás, eu já vivi isso. O Rúben Dias faz falta pela sua liderança, mas não diria que é um problema, temos qualidade para o substituir. Temos o Tomás Araújo como central destro e, dentro dos dois esquerdinos, tenho o Renato Veiga como preferência pessoal", referiu o defesa, que somou 21 jogos pela principal seleção portuguesa e alinhou no Euro2012.

Já o meio-campo, segundo o treinador e antigo médio Petit, tem uma qualidade "particular", apontando ao 'tridente' composto por Vitinha, João Neves e Bruno Fernandes, mas sem descartar as alternativas, como Rúben Neves, Bernardo Silva ou Samu Costa, que conferem uma maior profundidade ao plantel.

"Temos os dois melhores médios [Vitinha e João Neves], que ganharam a Liga dos Campeões nas últimas duas épocas, complementados pelo Bruno Fernandes, considerado o melhor jogador em Inglaterra. Há, portanto, imensas garantias, mas os jogadores que estão no banco têm muita qualidade. Mas o importante é ser o coletivo a jogar, a sobrepor-se a estas individualidades. Temos de ir passo a passo", concluiu o 'seis', que esteve duas vezes em campeonatos do mundo, na Coreia do Sul e Japão, em 2002, e na Alemanha, em 2006.

Na primeira jornada do Grupo K, disputada na quarta-feira, Portugal empatou (1-1) com a República Democrática do Congo, em Houston.

A seleção lusa defronta o Uzbequistão na terça-feira, novamente em Houston, no Estádio NRG, com início agendado para as 12:00 locais (18:00 horas de Lisboa).

A Colômbia lidera o Grupo K com três pontos, seguida de Portugal e RD Congo, ambos com um, enquanto o estreante Uzbequistão não pontuou.

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