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João Cancelo lamenta falta de ocasiões e admite: «É um empate que sabe a derrota»

Lateral direito comentou empate (1-1) com a RD Congo na estreia de Portugal no Mundial

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João Cancelo
João Cancelo • Foto: AP
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João Cancelo lamentou o empate (1-1) de Portugal diante da República Democrática do Congo, no encontro de estreia da Seleção Nacional no Campeonato do Mundo. O lateral direito, de 32 anos, admite que foi "um jogo atípico" e que a equipa das quinas não conseguiu criar oportunidades suficientes para levar de vencida a formação africana.

À SIC

Muita posse de bola mas poucas oportunidades. Como se explica?

"Controlámos com bola, mas não tivemos tantas oportunidades para marcar. Temos de conseguir criar mais. Em alguns momentos, precipitámo-nos, o que deu contra-ataques perigosos do adversário. Temos de levar essa lição para o próximo jogo, porque no próximo jogo só interessa ganhar."

A equipa adormeceu no golo sofrido?

"Sim. Acho que, quando se sofre um golo, a equipa leva sempre aquele abanão de realidade. Não há jogos fáceis. O Congo veio com a lição muito bem estudada, com uma linha de 5 defesas. Sabiam os nossos pontos fortes e fracos. Sabiam explorá-los mas cabia a nós ter feito melhor e criar mais oportunidades de golo e conseguir um melhor resultado."

Sentem que têm de fazer muito mais?

"Não nos podemos considerar favoritos. Podemos considerar-nos um dos favoritos. Há grandes seleções, como temos visto. Somos uma delas, mas temos de fazer mais. Éramos favoritos neste jogo, não conseguimos ganhar e temos de levar a lição do que fizemos mal. Para corrigir no próximo jogo. Tivemos precipitação com bola em alguns momentos. Na primeira parte tivemos momentos a jogar bem, mas não criámos oportunidades. Precipitámo-nos no último terço."

Que impacto pode ter no moral?

"Faz parte da nossa vida. É um empate que sabe a derrota, porque queríamos ganhar. Não só por nós mas por tudo o que envolve este grupo humano de jogadores. Pelo Diogo e pelos pais que estavam aqui a assistir. E não conseguimos, falhámos, temos de meter os pés bem assentes na terra."

À Sport TV

Equipa não conseguiu reagir na segunda parte…

"Sim. Com o golo que eles marcaram, de bola parada, acho que tínhamos de ter criado mais alguma coisa na segunda parte, manter mais a posse de bola até abrirem o espaço que nós precisávamos e acho que a equipa precipitou-se em algumas bolas que deu contra-ataques perigosos do Congo. Parabenizar o Congo, porque fizeram um bom jogo, nós éramos os favoritos neste jogo, mas já não há seleções fáceis."

Equipa geriu mal a vantagem?

"Acho que soubemos gerir no facto de mantermos a bola, na primeira parte até tivemos uma boa posse de bola, mas acho que o que nos faltou foi criar mais alguma coisa para podermos finalizar. Os nossos avançados não tiveram grandes ocasiões, isso compete a nós laterais e médios criar para que eles tenham oportunidades e acho que foi um jogo atípico. Temos de ter mais qualidade com bola e ter mais oportunidades para finalizar."

Jogo alarmante ou parte de caminho difícil?

"Já sabíamos que é um Mundial, todas as equipas que estão aqui têm muita qualidade, vimos o jogo da Espanha com Cabo Verde, que à partida também eram favoritos e empataram. Agora temos de manter os pés assentes na terra, continuar a trabalhar como temos feito porque como disse, temos uma força maior lá em cima connosco, que é o Diogo Jota, e temos de lutar por nós e por ele."

O que levam de lições?

"No próximo jogo só conta ganhar. Os titulares, os que estiverem no banco, todo o grupo, temos de estar unidos porque só nas dificuldades se veem as grandes equipas."

À LiveMode

"Tivemos muita posse, mas não conseguimos criar oportunidades de golo claro. Faltou um pouco essa força no último terço. É um empate que sabe a pouco. Devíamos ter feito um melhor jogo. Acho que nos precipitámos em alguns momentos e demos algumas transições ao adversário. Eles vieram com a lição bem estudada. Parabenizá-los pelo empate. A nós sabe-nos a derrota, a eles sabe como se fosse uma vitória".

"Golo anulado? Infelizmente, estava fora de jogo. Não posso estar aqui a lamentar. Foi um golo muito bonito, mas estava fora de jogo. Não conta", afirmou, recusando a ideia de que o favoritismo de Portugal tenha pesado. "Acho que não. Temos jogadores de uma humildade extrema, somos um grupo fantástico. Temos de ter os pés bem assentes no chão. Falhámos, temos de corrigir os erros no próximo jogo. Os 11 que entrarem de início e os cinco que saírem do banco vão ter de conseguir ganhar o jogo, para conseguirmos passar este grupo".

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