O peso da camisola de Eusébio, a Liga das Nações que lhe faz "pele de galinha" e a expulsão de Leão: o que disse Renato Veiga
As declarações do defesa-central na conferência de imprensa da Seleção Nacional
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Renato Veiga foi esta segunda-feira o representante da Seleção Nacional na habitual conferência de imprensa, na Cidade do Futebol. O defesa-central destacou como este foi um ano muito importante na sua carreira, depois de ter jogado com grande regularidade pelo Villarreal. Além disso, recordou a conquista da Liga das Nações há precisamente um ano, que até o fez arrepiar-se, e falou do "privilégio" de jogar com o número icónico - 13 - que Eusébio utilizou no Mundial'1966.
O Renato tem apenas 22 anos, já marcou 1 golo e leva 12 internacionalizações. Como foi possível uma afirmação tão rápida?
"Acho que isso veio de uma forma natural. Tento dar o melhor todos todos os dias. Fui muito bem recebido por toda a gente, porque temos um grupo muito fácil de integrar, com jogadores muito humildes e isso ajuda a exprimir o melhor em campo."
Espera ser o central que vai jogar ao lado de Rúben Dias?
"Acho que o nosso balneário é o nosso maior trunfo. O ambiente que se vive é muito bom, com grandes pessoas e ajuda a exprimir o nosso melhor dentro do campo. Quem jogar vai de certeza dar o nosso melhor. Claro que há sempre uma concorrência dentro do grupo, mas a verdadeira concorrência está lá fora, são os nossos adversários."
Uma época com tantos jogos pode pesar nas pernas?
"Acho que hoje em dia há cada vez mais jogos, mas tentamos preparar-nos o melhor para isso. De certeza que num Mundial não nos vai faltar baterias e vamos tentar dar o melhor por Portugal."
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A ideia para este particular será fazer mais experiências?
"Honestamente, isso cabe ao mister. Claro que ainda são jogos de preparação, que servem para preparar os próximos jogos e os vários conceitos."
Faz hoje um ano da conquista da Liga das Nações por Portugal. Que diferenças há no seu jogo desde então?
Primeiro, quando disseram que vinha fiquei feliz porque faz um ano desde o meu primeiro troféu pela Seleção e até me dá pele de galinha. Sobre as diferenças, o jogar e ter rotação foi muito importante para mim para ter alguma continuidade porque fiz uma época inteira. Confesso que me deixou sensível com o que se passou há um ano...
Sente o peso da camisola de jogar com a camisola 13 de Eusébio no Mundial'1966?
"Não é um peso. É acima de tudo um privilégio jogar com a camisola de Portugal ainda por cima com um número icónico."
O que tem a dizer sobre a expulsão de Rafael Leão?
"Acho que o que aconteceu espelha muito daquilo que é o nosso balneário. Quando um dos nossos está num conflito o outro vai proteger. Neste caso aconteceu com o Rafael Leão que protegeu o Cancelo e depois fui lá eu. São situações que acontecem."
Portugal é favorito ou candidato?
"Não há que fugir à qualidade de Portugal. Somos candidatos, não favoritos. Mas talvez se me fizer a pergunta ao longo da competição mude. Para já, somos apenas candidatos."
Sente que cresceu mais este ano ao jogar com mais regularidade?
"Como pessoa, sou alguém que tem os valores muito assentes e isso deve-se à minha família. Acho que este me fez muito bem competir muito no Villarreal e ajudou a ganhar maturidade e competitividade."
Experiência em muitos países é uma mais-valia para o Mundial?
"Obviamente que passar por muitos campeonatos enriquece e dá-me muita bagagem como jogador para olhar para as outras seleções."
Qual é a posição em que se sente mais confortável?
"Certamente que é a central, mas estou disponível para jogar aonde o mister entender. Jogar em várias posições obriga a competências diferentes que só me enriquecem como jogador."
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