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01:46

A ausência de Ruben Dias, a gestão de Ronaldo e Gonçalo Ramos e o futuro: o que disse Roberto Martínez

Selecionador antecipou duelo com a RD Congo

02:07 há 7 minutos

«O selecionador é o chato que precisa gerir o Mundial...»

Opinião quanto aos objetivos? Há várias vozes ou uma voz?

Primeiro, dizer que o sonho comanda a vida. Para todos nós. Vocês, como jornalistas tudo é um sonho e comanda a vida. Para nós, a seleção portuguesa, o sonho comanda o nosso Mundial, é assim. Todas as pessoas que adoram, que que que gostam da seleção, têm uma opinião e é muito, muito respeitada. Como selecionador, a minha responsabilidade é como é que nós podemos atingir o o sonho. O sonho é uma emoção. Emoção é difícil, não é? Como é ganhar? O que é ganhar? O selecionador precisa mostrar como ganhar contra o Congo, dar clareza, então o selecionador é o chato que precisa gerir o Mundial. Há dois Mundiais: um, os três jogos da fase de grupos. É isso, só temos isso. Depois, precisamos de crescer e mostrar que estamos preparados para continuar.

Mas faz sentido que o nosso presidente, que o nosso capitão, falem do sonho. Eu também tenho o sonho, e temos o mesmo. Mas a minha responsabilidade é mostrar que um Mundial ganha-se racionalmente e com um caminho muito bem marcado. Então, não estamos a falar de diferentes vozes. Há uma voz geral e, depois, há uma voz chata, que é racional, explica o caminho e que utiliza a experiência do terceiro Mundial, de muitos jogos na seleção... mas é uma voz.

02:05 há 10 minutos

«Pausas de hidratação? É um aspeto muito importante, revolucionário, porque agora o jogo são quatro partes»

Opinião sobre as pausas de hidratação?

Acho que é uma muito boa pergunta, porque o jogo muda. O jogo muda. Eu diria que se precisamos de pausas de hidratação — que certamente precisamos, porque jogamos em estádios muito exigentes, precisamos da pausa de hidratação —, no mesmo torneio, precisamos de pausas de hidratação em todos os jogos. Então, para que a competição seja íntegra e seja importante, todos os jogos precisam de ter as pausas de hidratação.

Não é a minha opinião de dizer que precisamos delas, mas quando temos, acho que isso, como treinadores, selecionadores, equipas técnicas, muda muito como trabalhamos durante os jogos. Antes, era o aspeto tático antes do jogo, o intervalo e ao fim para o próximo jogo. Agora não, agora há quatro intervalos, então isso é um aspeto muito, muito importante, revolucionário, porque agora o jogo são quatro partes. Então, nós precisamos de utilizar — não é a minha função dizer se é bom ou se é mau —, é utilizar isso. E é um aspeto que nós podemos utilizar. Já tivemos a oportunidade de fazer isso em março, começámos a trabalhar, porque é diferente para os jogadores, é diferente para a equipa técnica, mas nós precisamos de utilizar um período estamos a falar de um período de três minutos. Podes trabalhar muito. Então, há aspetos táticos, de flexibilidade, de poder ajustar, que já vemos em outros desportos e acho que para o aspeto tático, ajuda muito poder ter contacto com os teus jogadores durante o jogo.

02:01 há 14 minutos

«Provavelmente, para o exterior, temos muito pouco a ganhar amanhã...»

Como lida com o nervosismo. É claro que esta equipa tem muitos jogadores experientes, mas como vê o seu papel em ajudar os jogadores a gerirem os nervos, especialmente considerando que Portugal é visto como um dos favoritos neste Campeonato do Mundo?

Acho que isso é um aspeto bonito, porque as emoções, os sentimentos de representar uma seleção nacional num Campeonato do Mundo são muito naturais, por isso não temos de lutar contra eles. Penso que aquilo que precisamos para os sobrepor é clareza. E clareza é o que fazemos quando estamos em campo e em determinados momentos, nos quais não nos podemos deixar guiar pelas emoções e simplesmente sentir que temos de fazer algo diferente. É um trabalho coletivo, é um desporto no qual precisamos que toda a gente esteja a pensar na mesma linha. E acho que o selecionador nacional e a equipa técnica precisam de dar constantemente essa clareza, porque isso sobrepõe-se à emoção.

Mas eu nunca impediria um jogador de se sentir emocional por estar num Campeonato do Mundo, porque é bonito, é uma oportunidade única na carreira. Penso que, se tiveres a oportunidade de disputar um Campeonato do Mundo como jogador na tua carreira, tu és muito afortunado. Se disputares dois, é uma dádiva. Se disputares três, é algo que vai mudar a tua vida para sempre. E nós temos um jogador que vai para o seu sexto, por isso acho que podes tirar as tuas próprias conclusões a partir daí. Mas acho que é bonito. As emoções são boas e, acima de tudo, precisamos de igualar as emoções do Congo. Porque não é o mesmo para nós estarmos num Campeonato do Mundo em que, provavelmente, temos muito pouco a ganhar amanhã em termos do exterior — se ganhares contra o Congo, é o esperado; se ganhares por um, é um grande problema; se empatares, é uma catástrofe; se perderes, é o fim do mundo —, e tens uma equipa que vem sem expectativas, que está a desfrutar de estar aqui. Temos visto exibições incríveis de equipas como o Qatar, Cabo Verde... exibições exemplares, e isso mostra-te que não há jogos fáceis. E, num Campeonato do Mundo, podes mudar um jogo para o tornar um pouco mais fácil se marcares o terceiro golo, como a Alemanha fez, mas até aos 30 minutos foi um jogo competitivo. Por isso, esperamos amanhã um jogo totalmente difícil, com emoções, e precisamos de igualar essas emoções — as emoções positivas do Congo.

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01:45 há 29 minutos

«O futebol é um jogo de contacto. O que o Rúben teve foi um golpe durante o jogo contra a Nigéria»

Como é que o Rúben Dias chegou ao estágio da seleção? Estava efetivamente bem, já estava com muitos problemas físicos, ou foi agora durante o estágio que acabou por sentir a lesão? 

"Não, não, posso dizer que o Rúben Dias chegou perfeitamente, jogou os 90 minutos com o seu clube no último jogo na Premier League. E depois trabalhou muito bem durante a preparação, os jogos contra o Chile. Mas, infelizmente, o futebol é um jogo de contacto. O que o Rúben teve foi um golpe durante o jogo contra a Nigéria. Fizémos os testes, está tudo bem estruturalmente e agora é só não arriscar. Acho que, medicamente, precisamos de estar a 100% num jogo do Mundial e é isso que vamos fazer, mas a situação do Rúben foi um momento de futebol, de contacto que acontece, que pode acontecer, mas não tem um passado"

01:45 há 30 minutos

«É o sexto Mundial do Cristiano, mas posso dizer que parece que é o seu primeiro»

Como sente o nível desportivo de Portugal para fazer valer esse protagonismo e esses desejos? Qual é o nível atual de Portugal e as sensações que tem acerca de Cristiano Ronaldo, no seu sexto Campeonato do Mundo?

Primeiro, dizer que Portugal, para mim, é um exemplo. Estamos a falar de um país de 10 milhões de habitantes e que consegue ter uma estrutura de formação onde produz jogadores do mais alto nível todos os anos. Estamos a falar de um país que ganhou o Mundial Sub-17, estamos a falar de um país que constantemente tem os melhores jogadores nos melhores balneários do futebol europeu e do futebol mundial. Então, admiro imenso a capacidade pessoal do futebolista português de sair do país e ser um jogador importante nos balneários de equipas exigentes, e depois esta capacidade de voltar a Portugal e sentir-se orgulhoso, sentir-se um embaixador e estar disposto a trabalhar no duro pela equipa.

Então, o nível de Portugal, preferia que fosse você a analisá-lo de fora. Analisar os rivais é sempre uma forma subjetiva. Eu fico com o facto de virmos de fazer umas campanhas muito, muito consistentes e de ganhar a Liga das Nações — a Liga das Nações na Europa, a mais exigente de sempre, com 10 jogos, com uns quartos de final, com uma fase final contra a Alemanha, na Alemanha, algo que nenhuma equipa tinha conseguido, ganhar à Alemanha na Alemanha há 25 anos, e ganhar uma final, a primeira final que ganhámos a Espanha. Então, a equipa está radiante, está com muitíssima confiança, mas também com muita responsabilidade, e a saber que um Mundial é muito diferente de qualquer outra competição e temos de ir passo a passo.Cristiano Ronaldo é, mais uma vez, um exemplo e uma referência para o futebol. Para todos aqueles futebolistas jovens, ou meninos e meninas na rua que começam a sentir o amor pelo desporto, seguir o exemplo de Cristiano Ronaldo é uma maravilha. Para nós, é o seu sexto Mundial, mas posso dizer que, a nível interno, parece que é o seu primeiro Mundial, a nível de intensidade, a nível de força emotiva, do quão importante é para ele poder estar preparado para ajudar o grupo. E, dentro da seleção, é um jogador vital porque é o finalizador, é o jogador de área, é o jogador que tem os movimentos que podem abrir espaços para outros jogadores. Dentro do nosso jogo de ataque, é um jogador cujos números refletem a importância que tem.

01:42 há 32 minutos

«O meu contrato termina depois do Mundial, eu acho que não é notícia, é um facto»

O dia de hoje ficou marcado por uma notícia que saiu em Inglaterra sobre o seu futuro. Eu sei que já houve um esclarecimento por parte da federação, mas eu gostaria de ouvir o Roberto a responder a isso. Eembora o foco seja o Mundial, e eu entendo isso, mas acho que também não se pode ignorar um tema desses na véspera do arranque de Portugal na competição...

"Não é notícia. Já falámos disso muito em Portugal, aqui pode ser diferente, mas em Portugal já falámos muito disso. O foco é continuar o trabalho feito durante três anos e meio. Quando cheguei a Portugal, o foco era todos os dias tentar ganhar tudo, mas o foco era preparar o Mundial. Estamos já aqui, 40 jogos depois, depois de ganhar a Liga das Nações. O foco é o mesmo, o importante é o Mundial. Com naturalidade, é uma notícia.. o meu contrato termina depois do Mundial, eu acho que não é notícia, é um facto"

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01:40 há 35 minutos

«Quem bate melhor livres? Temos muitos jogadores...»

Nos treinos da seleção, quem é que costuma acertar mais livres diretos? É o Ronaldo, Bruno, Vitinha, Nuno Mendes? Quem é que tem a melhor percentagem de acerto?

"Não é uma questão de percentagem de acerto. Nós temos muitos jogadores que constantemente praticam as bolas paradas. O Cris já é uma valência de muitos, muitos anos, o Bruno Fernandes, o João Neves, como já desfrutámos do seu golo contra a Arménia, o João Cancelo... o Nuno Mendes... Eu acho que o toque e o aspeto técnico do jogador português permite que todos eles têm a capacidade de atirar e praticar."

01:34 há 41 minutos

«Centrais? Já utilizámos o Rúben Neves, já utilizámos o Dalot...»

Não está arrependido de não ter trazido mais um central? Porque agora o Rúben Dias está limitado e não pode jogar? Vai fazer alguma gestão entre Cristiano Ronaldo e Gonçalo Ramos para a posição de ponta de lança, ou o Cristiano vai jogar quase sempre?

"Não, arrependido não, porque temos três centrais, o Rúben Dias que está bem, agora precisamos de gerir o golpe que ele teve. E depois temos jogadores que também conseguem jogar nas posições de centrais. Já utilizámos o Rúben Neves, já utilizámos o Diogo Dalot, então a polivalência do nosso grupo é maior que tentar trazer um jogador novo que não tem experiência ao nível de seleções e que não tem clareza daquilo que estamos a trabalhar.

Chegar a um Mundial para nós, são 40 jogos, é um processo, tem sido muito, muito meticuloso, que não é falta de foco, de avaliar ou analisar tudo aquilo que nós temos e tudo aquilo que podemos precisar durante o Mundial. Então, muito contente, muito feliz com os jogadores, com a atitude, com o trabalho feito, com aquilo que nós temos, o que eu percebo durante o treino, não só ao nível de qualidade individual, mas ao nível de grupo. O espírito de grupo e a responsabilidade que mostra um equilíbrio muito bom entre o aspeto emotivo de representar Portugal e ter um orgulho muito, muito grande, mas também o aspeto racional de preparar os jogos bem, ter uma clareza daquilo que precisamos de fazer amanhã. E tudo isso faz com que o período que agora terminamos, que é o período de preparação, porque amanhã começamos um período diferente, fique toda a equipa técnica e eu muito feliz.

E o aspeto de qualquer jogador, os minutos... precisamos de gerir isso jogo a jogo, dia a dia. Não é o mesmo jogar um jogo com cinco dias entre o jogo ou três dias, a situação pessoal, se é um jogo exigente, se não é um jogo exigente. Nós precisamos de ter uma responsabilidade de gerir todos os minutos em relação daquilo que acontece."

01:32 há 43 minutos

«Todos temos de respeitar muito o que o Congo está a fazer»

Qual será a estratégia diante do Congo? Já definiu quem é que vai bater as bolas paradas da seleção?

Primeiro dizer que o Congo, todos temos de respeitar muito o que o Congo está a fazer com o seu treinador. Já são muitos jogos, acho 48 jogos. Isso é um período de muito bom trabalho ao nível de seleções. O Sébastien Desabre fez uma fase de apuramento extraordinária. Estamos a falar de uma equipa que deixa fora os Camarões, deixa fora a Nigéria e depois teve um playoff continental. Então é uma equipa que eu diria que é muito flexível taticamente. Não é só uma equipa de defender o bloco baixo. Já tivemos a experiência com a Nigéria que as equipas africanas agora estão muito bem desenvolvidas, conseguem fazer uma pressão do bloco médio alto, agressivos, gostam dos duelos físicos, um jogo vertical quando têm bola descoberta, exploram os espaços na linha defensiva muito, muito bem. Há jogadores europeus, os que jogam nas ligas mais importantes na Europa, como o Bakambu, o Wissa, o Théo Bongonda, jogadores muito experientes, então nós respeitamos muito o que o Congo é como seleção. E para nós, todos os portugueses, o jogo contra a Nigéria é um jogo que mostra muito bem aquilo que as seleções africanas podem fazer. E acho que há pontos muito semelhantes com a Nigéria: o aspeto flexível, muitos jogadores na zona central, uma equipa que gosta do duelo físico e é muito vertical.

A bola parada é um processo continuado. Já são 40 jogos que estamos a trabalhar com a nossa seleção. Nós temos muitos batedores, seja pé esquerdo, pé direito, na seleção, não há um jogador que bate todas as bolas paradas. Temos a estratégia em relação do jogo, do adversário, mas a bola parada é o processo que tem sido muito bem, muito bem trabalhado."

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01:24 há 51 minutos

«Rúben Dias não está 100% para amanhã. Não é o momento de arriscar»

Como chega Portugal ao Mundial? A preparação foi o que queria? Ruben Dias amanhã está disponível?

Acho que a preparação foi perfeita, a todos os níveis. Só o aspeto de que o Rúben Dias não está 100% para amanhã, então não está apto para o jogo. Não é o momento de arriscar, está a trabalhar individualmente e acho que faz sentido continuar com a recuperação.

O resto foi um período muito, muito positivo, muito bom. Todos os jogadores tiveram minutos, o nível do treino está a ser muito alto. Estamos a ajustar não só ao fuso horário, que fizemos isso muito bem já com a experiência que tivemos durante o março, com o trabalho que fizemos no México e Atlanta. Estamos a ajustar muito bem a trabalhar com a humidade e a temperatura em Miami, então para nós também cancelar um treino foi mais uma oportunidade para trabalhar aquilo que é este Mundial, que é esperar o inesperado e tentar utilizar aquilo que acontece para acrescentar a preparação dentro do grupo. Fizemos isso muito bem, as condições são excelentes e agora já estamos prontos para o jogo de amanhã e muito satisfeito com o jogo contra a Nigéria, porque realmente é o teste perfeito para o jogo.

00:38 há 1 horas

Roberto Martínez: «Se vou sair no final do Mundial? Isso não é notícia»

Roberto Martínez à Sport TV

Um jogo importante. Rúben Dias está pronto?

"O Rúben não está a 100 por cento e é importante não arriscar. Não está apto para o jogo. Está a trabalhar bem, mas é importante pensar no período em que o Rúben estará a 100 por cento. Estamos entusiasmados, orgulhosos. Como selecionador, estou muito contente com o trabalho realizado. Estamos prontos"

Passamos do calor de Palm Beach para o frio...

"Aqui é muito mais fácil. É a complexidade do Mundial, de esperar o inesperado. Adaptámo-nos bem ao fuso horário. Estamos a trabalhar as condições do calor. É importante continuar com a preparação. O jogo com a Colômbia será em Miami e aqui não é uma temperatura exigente"

Hoje foi notícia que irá deixar o comando técnico da Seleção no fim do Mundial. O que tem a dizer?

"Não sei o que aconteceu hoje, mas não é notícia. O foco é o Mundial e focar no processo de 3 anos e meio para estarmos focados no Mundial, a única coisa que é importante.

00:32 há 1 horas

Ruben Dias não joga na estreia no Mundial

É o primeiro dado que fica das declarações de Roberto Martínez à SportTV. O selecionador anuncia que Ruben Dias não vai jogar diante da RD Congo.

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00:12 há 2 horas

A partir das 0:45 de Lisboa (18:45 de Houston), a menos de 24 horas da partida de estreia no Mundial'2026, Roberto Martínez e Bruno Fernandes antecipam o duelo com a RD Congo. Siga aqui tudo em direto.

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