«O selecionador é o chato que precisa gerir o Mundial...»
Opinião quanto aos objetivos? Há várias vozes ou uma voz?
Primeiro, dizer que o sonho comanda a vida. Para todos nós. Vocês, como jornalistas tudo é um sonho e comanda a vida. Para nós, a seleção portuguesa, o sonho comanda o nosso Mundial, é assim. Todas as pessoas que adoram, que que que gostam da seleção, têm uma opinião e é muito, muito respeitada. Como selecionador, a minha responsabilidade é como é que nós podemos atingir o o sonho. O sonho é uma emoção. Emoção é difícil, não é? Como é ganhar? O que é ganhar? O selecionador precisa mostrar como ganhar contra o Congo, dar clareza, então o selecionador é o chato que precisa gerir o Mundial. Há dois Mundiais: um, os três jogos da fase de grupos. É isso, só temos isso. Depois, precisamos de crescer e mostrar que estamos preparados para continuar.
Mas faz sentido que o nosso presidente, que o nosso capitão, falem do sonho. Eu também tenho o sonho, e temos o mesmo. Mas a minha responsabilidade é mostrar que um Mundial ganha-se racionalmente e com um caminho muito bem marcado. Então, não estamos a falar de diferentes vozes. Há uma voz geral e, depois, há uma voz chata, que é racional, explica o caminho e que utiliza a experiência do terceiro Mundial, de muitos jogos na seleção... mas é uma voz.
Mundial