Teoria da consagração: chegou o dia de Portugal cumprir a estreia no Mundial
Portugal começa a provar se pode ser considerado favorito a ganhar o que nunca ganhou
Pode uma seleção que nunca ganhou um Mundial ser um dos favoritos a ganhar um Mundial? Como todas as perguntas, o sim, não e o talvez podem ser utilizados conforme os argumentos apresentados. De um lado, os que enaltecem a qualidade de uma equipa com jogadores nos melhores clubes das melhores ligas. Do outro, a teoria de que existem seleções mais experientes, como França, Brasil, Argentina e Alemanha porque… já a ganharam.
Roberto Martínez reforça o sonho a cada afirmação pública e os jogadores alinham no discurso, sempre com a cautela habitual: “Pensar jogo a jogo”. Pedro Proença, presidente da FPF, colocou a fasquia nas meias-finais como “ambição legítima”. Hoje, Portugal passa das palavras aos atos. A estreia no Mundial’2026, o 6º de Ronaldo. A figura da Seleção, o capitão de uma geração que quer a glória coletiva em que os recordes individuais também entram em cena.
Um golo basta para CR7 igualar Eusébio como o máximo goleador português em Mundias (8 nas 5 edições anteriores contra 9 do Pantera Negra em 1966). E, claro, a contagem decrescente para os mil golos na carreira: faltam 21. Quanto ao jogo de hoje, Rúben Dias é a única dúvida em termos físicos. O central treinou condicionado, pelo que Tomás Araújo pode ganhar terreno, já que Martínez costuma privilegiar uma dupla com pé direito e esquerdo dominante. Nesta última, Renato Veiga parece estar em vantagem sobre Inácio.
Vem aí tempestade
De referir que está prevista a passagem de um “potencial ciclone tropical” hoje em Houston. Mas o NRG Stadium, palco do jogo e que tem capacidade para 68.777 espectadores, possui um teto retrátil.
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