Seleção Nacional caiu nos oitavos de final frente à Espanha
Pedro Proença reagiu nas redes sociais à eliminação de Portugal, admitindo que o resultado "fica aquém do esperado". Uma publicação onde nunca falou de Roberto Martínez.
Declarações na íntegra:
"Quando nos propusemos a sermos candidatos a vencer o Mundial, fizemo-lo por acreditar na qualidade dos nossos jogadores, e num Talento com pouco paralelo na nossa história. Vai Dar Portugal, mais do que um mote, era um sentimento que unia todos os portugueses.
O resultado que obtivemos no Mundial'2026 fica aquém do esperado. A eliminação em fase tão precoce não é consentânea com a qualidade dos nossos jogadores, mesmo contra um adversário de enorme categoria.
O Futebol é cruel, mas ensina-nos uma verdade para a vida. Não somos os melhores quando vencemos, não somos os piores quando perdemos. Em cada jogo há uma aprendizagem. Não há sucesso sem processo, o processo existe e irá levar-nos ao êxito.
Em nome da Federação Portuguesa de Futebol, agradeço a todos os adeptos que apoiaram Portugal. Nos Estados Unidos, no Canadá, em Portugal, por todo o mundo. A onda verde e vermelha foi impressionante.
Em setembro começaremos o apuramento para a Liga das Nações. Continuaremos fortes, continuaremos a ser Portugal.
Obrigado a todos.
Na zona mista, Cristiano Ronaldo analisou a derrota de Portugal com a Espanha nos oitavos de final do Mundial, deixando em aberto o seu futuro na Seleção Nacional: "Estou triste por sair assim do Mundial, mas como eu disse ontem na conferência, dei tudo, dei o meu melhor e saio de consciência tranquila. Foi o meu último Mundial, sim, mas terei agora tempo para pensar e estar com a minha família. Não tomar decisões de cabeça quente."
Leia aqui as declarações na íntegra
Após a eliminação de Portugal frente à Espanha (0-1) nos oitavos de final do Mundial, Nélson Semedo admitiu que a equipa das quinas poderia ter feito melhor. "Acho que obviamente temos de tentar melhorar, o que não fizemos bem especialmente, fazer uma autocrítica, uma análise deste Mundial, o que não fizemos bem e o que podíamos ter feito melhor. Temos uma grande seleção, temos todos muita qualidade e sabemos que se calhar podíamos fazer um pouco mais, mas num balanço geral acho que estivemos bem", admitiu o lateral direito de 32 anos na zona mista.
Questionado se se exigia mais à Seleção Nacional, considerou que o jogo foi equilibrado. "Acho que fomos eliminados por uma grande equipa, uma equipa que é candidata. Jogámos taco a taco com eles, no final da partida acabámos por sofrer um golo. Tivemos as nossas oportunidades num jogo bastante equilibrado. Sabemos que temos uma grande equipa e que poderíamos se calhar ter feito melhor, mas acho que temos de acima de tudo é dar os parabéns aos meus companheiros pela entrega que tiveram e seguir, porque a vida segue", frisou.
De resto, sobre a saída já confirmada de Roberto Martínez, salientou que o técnico merece o agradecimento de todos. "Agradecer este tempo que ele esteve na seleção, não só nós jogadores temos de agradecer mas também todo o povo português. Ganhámos uma Liga das Nações contra esta equipa que jogámos hoje, que é uma grande equipa, por isso acho que todos nos devíamos deixar alguma palavra de agradecimento. Obviamente nem sempre as coisas correm bem, mas acho que na maior parte das vezes correram bem e acho que ele merece uma palavra de agradecimento."
O Primeiro-ministro Luís Montenegro considerou que, apesar da eliminação de Portugal nos oitavos de final do Mundial, com a derrota (0-1) frente à Espanha, a Seleção Nacional mostrou estar ao nível dos melhores.
“O que registo com profundo sentimento de gratidão é que estes atletas demonstraram que estávamos ao nível dos melhores. Estivemos ao nível dos melhores, acabámos por não vencer este jogo, mas não significa que não tenhamos feito um percurso muito favorável e meritório”, salientou.
Leia AQUI a análise completa de Roberto Martínez à derrota de Portugal com a Espanha, que ditou o adeus da Seleção nos oitavos de final do Mundial.
"Decisão já estava fechada antes do Mundial? nNão, acho que não estava fechada. Cheguei a Portugal para ganhar o Mundial e acho que, sem ganhar, não faz sentido continuar. A direção e o presidente têm agora a possibilidade de escolher o novo selecionador. O presidente sempre apoiou o meu trabalho, mas o meu contrato termina hoje. Não há muito mais a dizer".
Ricardo Quaresma à LiveMode:
"Renato Veiga faz um jogão a quê? A defender? Porque quando quer sair a jogar só faz é porcaria..."
"O grande problema aqui é que obviamente há um treinador, mas depois tens de assumir dentro de campo e tens de ser o treinador. O treinador pode andar a semana toda a treinar para o lado esquerdo, mas o jogo vai pedir-te para o lado direito e vais fazer o quê? Olhar para o treinador à espera que ele diga 'não, vai para o lado direito'? Estamos a falar de jogadores que estão num patamar muito elevado, são considerados os melhores do mundo. Eu não posso estar a olhar para o treinador à espera que ele me dê indicações a dizer para onde eu vou ou não vou. Há coisas aqui que eu não entendo."
"O nosso meio-campo... grandes jogadores, grande talento, mas neste Mundial foram muito fracos. Um meio-campo muito, muito fraco. Um ataque fraco, uma defesa perdida... Eu não posso culpar só o Martínez porque os jogadores também não deram aquilo que tinham de dar."
"Ninguém tem de faltar o respeito ao treinador, mas tem de haver essa personalidade e esse caráter. Muitas vezes prejudiquei-me porque fazia aquilo que me vinha à cabeça e aquilo que o jogo me pedia, e claro que havia treinadores que não gostavam e tiravam-me. E está tudo certo, são as opções deles, eles é que mandam. Mas eu fazia o que o jogo estava a pedir. E estes jogadores têm moral suficiente para fazer aquilo que o jogo lhes pede porque ninguém vai tocar-lhes. Ninguém vai dizer nada se falharem, então por que não assumem mais? Têm medo de quê?"
"A Seleção precisa de sentar, de ver o que está bem e está mal e de vir um treinador que entenda disto."
RÚBEN DIAS À RTP:
Podia ter dado Portugal?
- Podia. Senti que foi dos jogos mais equilibrados que já tivemos contra eles. É sempre um jogo difícil, nunca em nenhuma circunstância é um jogo fácil, eles são muito perigosos tal como nós também somos. Os detalhes do jogo acabam por decidir e também tivemos oportunidades que podiam ter sorrido para nós. Acabam por fazer golo numa altura crucial com o jogo quase a acabar.
O que falhou?
- O que falhou… eles marcaram e nós não. Acho que foi dos jogos mais equilibrados que tivemos contra eles, sentimos que estávamos muito perto de ganhar. Óbvio que olhamos para o resultado final e não sorriu para nós, e é muito fácil tirar qualquer conclusão de que não estivemos bem, isto e aquilo, mas a verdade é que foi dos jogos em que estivemos mais perto de sentir que estávamos ali para ganhar. Pelo menos é o meu feeling.
Lágrimas de Ronaldo e outros… era uma oportunidade de ouro para ser campeão?
- Cada próximo jogo, cada Mundial, Europeu, é sempre uma oportunidade única para nós. Sinceramente nem vi o Cris em lágrimas, vi um ou outro colega, mas cada pessoa lida com a emoção de maneira diferente. É o sonho de todos nós e obviamente a frustração existe, a nossa ambição é a maior, é de chegar aqui e ganhar, e como tal é sempre duro não conseguir vencer.
RÚBEN DIAS À LIVEMODETV:
“Numa competição destas raramente as coisas são perfeitas desde o início, e muitas vezes até é melhor assim. Senti que a equipa estava a crescer, depois dos jogos com a Colômbia e a Croácia. Acho que este foi dos jogos mais conseguidos que fizemos contra Espanha. Senti que o jogo foi equilibrado nas oportunidades, houve momentos em que podíamos ter feito golo e em que pensei que, mais cedo ou mais tarde, os íamos quebrar. Obviamente que no final fica um sentimento de frustração por sentir que existia este crescimento e que cada vez íamos conseguir estar melhores, por saber o que temos em campo e o que temos no banco. Acima de tudo, fica a frustração de sentir que tínhamos pernas para mais.”
“É bastante sabido que na Seleção temos muito boas individualidades, mas não temos, na nossa essência, um conceito de jogo como tem, por exemplo, a Espanha, onde pensam todos da mesma maneira, sabem todos aquilo que têm de ir buscar.”
“Quando falamos em jogar bem há muito mais do que apenas a virtuosidade e o confronto direto envolvido no ‘como é que não jogamos bem’. Temos de ir em busca do equilíbrio, que não é fácil. A loucura não nos traz nada de positivo, leva-nos a correr atrás da bola e traz-nos para sítios que não dominamos. Tem de haver objetividade, mas, no final de contas, temos de ir à procura de um equilíbrio que nos ajude a trazer o melhor de cada um. Acho genuinamente que este foi um dos melhores jogos que já fizemos contra Espanha a nível desse equilíbrio, e depois deixar esses momentos certos para tentar decidir o jogo, mas infelizmente não sorriu para nós.”
DIOGO COSTA À RTP:
Não deu para evitar o golo do Merino…
"Sempre acreditei que poderia ajudar mais uma vez, não consegui ajudar dessa vez. Faltou-nos também uma pontinha de sorte, tivemos uma bola na barra, a bola muito perto da baliza, é preciso sorte também… mas acho que a atitude foi muito boa, positiva, demos o nosso melhor em termos de atitude, exigência e trabalho mental. Acho que demos o nosso melhor mas tal como disse, faltou-nos uma pontinha de sorte."
Saiu valorizado do Mundial…
"Para mim o mais importante é ganhar coletivamente. Sei que preciso dos meus companheiros em campo para ganhar e trocava a exibição por uma vitória."
Trocava prémios e defesas pela vitória…
"Claro que sim, ganhar é sempre o mais importante. Estamos muito tristes."
Esta geração podia ser campeã do Mundo?
"Sim, claro que sim. Tínhamos qualidade para isso, por uma ou outra razão não conseguimos, mas fizemos sempre dar o nosso melhor fisicamente e mentalmente para todos juntos mostrarmos o que é o país. Como todos sabem, queríamos muito dedicar este Mundial a duas pessoas muito especiais para nós, não conseguimos e estamos também muito mais tristes por isso."
Lágrimas de Ronaldo e Bruno Fernandes
"Tal como disse, trabalhamos para ganhar sempre, queremos sempre ganhar, fazemos sempre tudo para ganhar e quando não é possível, dói. E dói muito pelo nosso país."
DIOGO COSTA À LIVEMODE TV:
Como se sente com a derrota tendo em conta a prestação incrível que fez no Mundial?
“Preferia ter trocado as minhas exibições por uma vitória hoje. Para mim o mais importante é sempre o coletivo, sei que preciso dos meus companheiros de equipa para ganhar. Hoje perdemos, perdemos como um todo. A exigência de cada um faltou a todos e não ganhámos. Quando se perde... perde-se. O mais importante é não sofrer e marcar mas, como disse, preferia ter trocado as exibições pela vitória.”
Pensa em ficar no FC Porto ou sair para outras ligas?
“Eu vivo o presente. Sou muito feliz no FC Porto, é o clube do meu coração e não estou a pensar nisso. Estou muito triste por termos perdido”
Ricardo Quaresma à LiveMode:
"Para mim, correu mal do início até agora. Correu tudo mal. Não houve um jogo que pudesses dizer que jogámos bem ou que atacámos muito e tivemos azar. Ainda hoje, entregaste o jogo desde o início ao fim à Espanha. A Espanha a controlar o jogo todo, a fazer o que queria, a controlar o ritmo de jogo, quando queria acelerar acelerava, quando queria meter mais pausa no jogo metia mais pausa, e nós a andar ali sem vontade, sem alegria, muito lentos."
"Depois, substituições que eu não entendo... Estou farto de dizer isto, mas o Martínez a mim nunca me encheu o olho. Gostem ou não gostem, não quero saber se ficam chateados ou não, mas temos de ter muito mais alegria nisto. Desde que o Martínez chegou, eu não vi a Seleção a fazer um grande jogo. A realidade é esta. Meteu 50 táticas, nenhuma deu certo. E está aí a prova: saímos com a Seleção que toda a gente dizia que era a melhor de todos os tempos... mas melhor de todos os tempos em quê? O que é que ganharam? Vamos para casa desiludidos e de cabeça baixa? O melhor é eu não comentar muito mais deste Mundial, se não vou começar a dizer coisas que mais tarde posso me vir a arrepender."
Pedro Porro, lateral direito espanhol que já representou o Sporting, mostrou-se naturalmente feliz com o apuramento.
"A diferença esteve nos detalhes. Fiquei muito feliz com a vitória e vamos seguir em frente. No jogo anterior foi nos penáltis e agora nos detalhes, pois Portugal tem grandes jogadores como Vitinha e Bruno Fernandes. Temos de pensar no próximo jogo. Um abraço aos sportinguistas que agora estão zangados comigo", disse.
Bruno Fernandes para a LiveModeTV:
“Obviamente que é um momento de tristeza. Viemos para cá com um objetivo bem vincado daquilo que queríamos fazer, que era ganhar o Mundial, mas infelizmente não estivemos ao nosso melhor nível. Acho que na primeira parte fomos superiores, mas na segunda voltámos a cometer o mesmo erro de baixar muito as linhas e dar demasiado a bola ao adversário e quando assim é, mais cedo ou mais tarde, acabamos por sofrer golo. Obviamente que Espanha tem mérito, tem qualidade e grandes jogadores, mas acho que, pelo que fizemos na primeira parte, se assim continuássemos, teríamos saído daqui com outro resultado.”
“Balanço não pode ser positivo, só o seria se chegássemos ao fim e não chegamos. Sei que Portugal nunca ganhou o Mundial e que pomos sempre as expectativas lá em cima, mas acho que posso dizer, com alguma certeza, que este grupo tinha qualidade para ganhar o Mundial. Infelizmente não vai ganhar, não foi possível, mas não há que desacreditar. Perdemos contra uma das seleções candidatas e há que olhar em frente de maneira diferente. Acho que temos de ser mais nós próprios, olhar para aquilo que nós temos dentro, tentar jogar mais ao nosso modo e ao nosso jeito e encontrar forma de fazer com que as equipas nos respeitem mais.”
À Sport TV:
"Na 1ª parte estivemos bem mas 2ª parte demos a bola e eles conseguiram criar-nos problemas conseguindo encontrar espaços nas costas
Meio-campo
“Nós fizemos o que nos pediram e o que era preciso para a equipa funcionar mas não funcionou. Queremos sempre coisas diferentes, primeiro o melhor meio-campo era o Vitinha, o Bruno e João, depois já era o Bernando…já estou habituado a isso. Nós jogámos contra a Espanha, era 50-50 e só passava um. Não conseguimos ser superiores à Espanha ao contrário do que aconteceu na Liga das Nações, o futebol é assim."
À RTP:
Estava emocionado no fim do jogo…
"Obviamente é triste a maneira como saímos do torneio, tenho a certeza que tínhamos qualidade para mais. Obviamente saímos para uma grande seleção, perdemos com uma das candidatas a ganhar o Mundial, assim como nós o éramos. Acho que hoje pecámos por na segunda parte termos dado demasiado jogo à Espanha, não ser tão pressionantes como na primeira parte. Dar o jogo à Espanha é dar o que realmente querem: estar com bola, fazer a equipa adversária correr, criar espaços, e quando assim é as pernas começam a pesar, os espaços começam a ser um bocadinho maiores…"
Devíamos ter feito o quê no início da segunda parte?
"Devíamos ter continuado da maneira que estávamos, ser mais agressivos sem bola, tentar fazer com que Espanha não jogasse tanto, mas sobretudo tínhamos de ter jogado mais com bola. Tínhamos qualidade para mais, temos jogadores capazes disso. Mas não foi por falta de capacidade mas se calhar porque em momentos não fizemos aquilo que estamos habituados e sabemos fazer, e acabámos por nos perder um bocadinho no jogo."
Esta seleção podia ser campeã?
"Obviamente. Agora não vale a pena falar disso porque estamos fora do Campeonato do Mundo, mas foi uma oportunidade perdida. Todas as oportunidades são perdidas porque quando chegamos a um Mundial toda a gente quer ganhar. Nós não somos diferentes, em todos os Mundiais em que Portugal participou não foi diferente, mas foi uma oportunidade perdida. Temos uma grande seleção com grandes qualidades, se calhar não conseguimos retirar o melhor de todos da melhor maneira e acabámos por sair numa fase muito precoce"
Portugal foi, esta segunda-feira, eliminado pela Espanha nos oitavos-de-final do Mundial'2026 (0-1). Após o apito final, o selecionador nacional Roberto Martínez fez a análise à partida.
"A mensagem é de que podemos estar muito orgulhosos. Os jogadores fizeram um desempenho com o coração. Acho que foi o nosso melhor jogo no Mundial. A bola bate na barra, não entra, e essa é a diferença num jogo muito igual. Os jogadores mereciam o prolongamento. Mas é um orgulho. O futebol é assim e precisamos de aceitar isto", referiu, em declarações à LiveMode.
Rúben Dias:
"Demos o nosso melhor mas não foi suficente para vencer o jogo. Foi dos jogos mais equilibrados contra a Espanha desde que cá estou. Tivemos oportunidades e o jogo foi bastante equilibrado e só faltou fazermos o golo e levar a eliminatória para o nosso lado. Eles fizeram-no na altura crucial. Ambas as equipas são mortiferas e nós não conseguimos marcar"
Saída nos oitavos
"Temos perfeita consciência de que estávamos a crescer e a melhorar. Em relação às expectativas…eu não tenho nenhumas, tenho de mostrar o valor em campo. Saímos com a sensação que dava para mais. Temos de olhar para o futuro pois há muito pela frente. Temos de olhar em frente"
Portugal perdeu com a Espanha por 1-0 e foi eliminado nos oitavos de final do Mundial. Acompanhe aqui todas as reações em direto