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Todos encantados com João Félix: «É o mais talentoso da Seleção»

Admirado por Martínez e colegas, mudou por completo o ataque de Portugal frente ao Uzbequistão depois da má estreia com a RD Congo

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João Félix com Cristiano Ronaldo
João Félix com Cristiano Ronaldo • Foto: Lusa
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Record tinha lançado os dados no dia 19 e confirmou-se: insatisfeito com a exibição pobre em termos ofensivos na estreia frente à República Democrática do Congo (1-1), Roberto Martínez lançou João Félix no apoio a Cristiano Ronaldo, uma aposta que se revelou certeira. O ataque fluiu melhor e foi sem surpresa que a equipa das quinas acabou por golear o Uzbequistão por 5-0.

O camisola 11 não marcou nem assistiu – ainda que tenha estado envolvido no autogolo que originou o 4-0 –, mas foi fundamental para a manobra da Seleção diante dos asiáticos, principalmente na criação da jogada do terceiro golo, apontado por CR7 aos 39'. Não tendo a profundidade característica de um extremo, mostrou a habitual classe para brilhar em espaços mais centrais e curtos.

Martínez, esse, sempre revelou ser um grande apreciador das qualidades de João Félix e olha para o mesmo como o parceiro ideal de Ronaldo no ataque, mas não está sozinho nessa opinião. Tal como escrevemos, vozes no seio do grupo luso defenderam que o técnico devia aproveitar o entrosamento entre a dupla, que brilhou esta época pelo Al Nassr e sagrou-se campeã saudita.

Admirado pelos colegas

Além do selecionador, também os colegas se rendem à sua qualidade. "É o jogador mais talentoso da Seleção", garantiu João Cancelo em declarações recuperadas recentemente pelo Canal 11 e publicadas nas redes sociais. "Faz coisas diferentes, é mesmo um jogador especial. A forma como sai em espaços curtos, como te tira uma da cartola de um momento para o outro, chuta bem... ele trabalha mais do que eu. Faz-me lembrar muito, salvo as devidas distâncias, o Kaká", admitiu.

"É muito diferenciado. Quando o conheci, não estava à espera que fosse como é. Há jogadores que são diferenciados à sua maneira, mas o Félix é no sentido de fazer tudo naturalmente. A maneira como domina a bola, a bola vem e ele já sai do primeiro adversário só com a receção... Há treinos em que a malta fica maluca com o que ele faz. Vendo-o jogar, dizes logo assim: dá gosto. Tem uma qualidade inacreditável e só tenho coisas boas a dizer sobre ele", salientou Pedro Neto.

Da noite para o dia

Tal como pode ler na nossa edição desta quinta-feira, o jogo ofensivo de Portugal melhorou da noite para o dia. Excetuando posse de bola e passes, a equipa evoluiu em 13 (!) parâmetros e foi muito mais eficaz nas ações, priorizando a progressão e a criação de oportunidades ao invés da circulação de bola da estreia com a RD Congo. Quanto a Félix, que fez 63 minutos, destacou-se com quatro dribles, 86 por cento de eficácia de passe e ainda três remates, sendo um enquadrado com a baliza.

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