Ricardo Barros: «Têm cumprimentos para as pessoas mais velhas e outros para as mais novas»

Avançado do Gwangju FC faz um balanço das primeiras duas semanas na Coreia do Sul

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Após uma primeira metade da época bem conseguida no Cova da Piedade, onde apontou seis golos em 28 jogos, Ricardo Barros aceitou o desafio de se aventurar na longínqua Coreia do Sul e trocou a tranquilidade de Almada pela agitação de Gwangju. Uma "decisão difícil e muito ponderada", mas que o avançado espera que venha a permitir "abrir outras portas." 

"No ano passado tinha tido algumas propostas do estrangeiro, mas achei que não era a melhor altura. Desta vez, surgiu a possibilidade de vir para o Gwangju, refleti juntamente com a minha família e achei que era o momento certo para dar mais um passo na minha carreira", referiu o jogador, de 26 anos, em entrevista exclusiva a Record.

Exatamente duas semanas após a chegada ao continente asiático, Ricardo Barros continua em "período de adaptação à cultura e ao próprio futebol." No entanto, neste processo, o ponta-de-lança conta com o "importante apoio" de Franclim Carvalho, treinador português que também esta época fez as malas e integrou a equipa técnico do emblema coreano. "É sempre diferente ter um português que nos possa ajudar. Já sei algumas palavras em coreano, mas a língua é muito difícil.(risos) O que mais me surpreendeu até agora foi a cultura e o respeito extremo que não existe em Portugal. Aqui, têm cumprimentos para pessoas mais velhas e outros para as mais novas", contou, à conversa com o nosso jornal, trançando os objetivos para a temporada: "Espero que as pessoas reconheçam o meu trabalho e tudo vou fazer para que seja um ano bastante positivo para mim. Se isso acontecer, já me dou por satisfeito. No nosso país não se dá valor ao jogador português. Temos que vir para o estrangeiro…"

Cova da Piedade no coração

Depois de ter vestido a camisola do Cova da Piedade durante cerca de seis meses, Ricardo Barros partiu para a Coreia do Sul... com o clube no coração. "Foi uma despedida complicada porque lá conheci pessoas fantásticas, quer na direcção, como os presidentes da SAD e do clube, quer no plantel, departamento médico, seguranças, cozinheiros, etc. Foram extraordinários comigo. Estive lá tão pouco tempo, mas fiz muitas amizades. Marcaram-me muito", sublinhou o avançado, deixando uma palavra ao antigo treinador Sérgio Bóris: "Depositou muita confiança em mim, foi ele que me contratou e, apesar de ao longo da época ter tido altos e baixos, penso que fiz um bom trabalho com ele."

Apesar dos mais de 11 mil km de distância entre o Municipal José Martins Vieira a sua nova casa, no Gwangju FC, Ricardo Barros garante que vai continuar atento à realidade piedense, com a certeza de que o clube "continuará a ter sucesso, graças à solidez e união do grupo."

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