UEFA demarca-se da FIFA e mantém-se firme na suspensão às equipas russas

Gianni Infantino defendeu o levantamento das restrições, mas Ceferin mostra-se irredutível na sua posição

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Aleksander Ceferin contra levantamento do boicote às equipas russas
Aleksander Ceferin contra levantamento do boicote às equipas russas • Foto: AP

A UEFA mantém-se firme na suspensão das equipas russas das provas internacionais de futebol, devido à guerra na Ucrânia, disse esta quinta-feira o presidente, Aleksander Ceferin, em contraste com a posição assumida pela FIFA, que admitiu o levantamento parcial.

"A posição da UEFA é clara e não mudou. Não comento o que a FIFA faz ou os governos dizem. O mundo muda. Veremos o que o futuro nos reserva", disse Ceferin, em conferência de imprensa durante o 50.º congresso do organismo regulador do futebol europeu, que se realizou em Bruxelas.

O presidente da FIFA, Gianni Infantino, de competirem em provas internacionais, que vigora desde o início de 2022, defendendo o levantamento parcial, a começar nos escalões de formação.

"Este boicote não conseguiu nada, só criou mais frustração e ódio. Que os meninos e as meninas da Rússia possam jogar futebol em outras partes da Europa pode ajudar", disse Infantino, em entrevista ao canal britânico Sky, advogando o levantamento da suspensão, "pelo menos, nas categorias inferiores".

Hoje, Ceferin manifestou-se atento à evolução da guerra na Ucrânia, mas advertiu que a posição da UEFA - que faz depender a reintegração das equipas russas nas provas continentais do fim do conflito - "permanece inalterada".

Do congresso realizado em Bruxelas resultou também a aprovação, por unanimidade, do relatório e contas da época 2024/25, que apresentou um resultado líquido negativo de 46,2 milhões de euros (ME), coberto pelas reservas do organismo, e teve receitas superiores a 5.000 ME, mais 737 ME do que na temporada anterior.

Apesar de ter apresentado um orçamento para 2026/27 com um resultado líquido negativo de 62 ME, a UEFA reafirmou o "compromisso com uma gestão financeira sólida", que permitirá manter as reservas acima de 400 ME antes do fim do próximo ciclo.

O organismo continental aprovou também a criação de um prémio anual para o melhor árbitro e a melhor árbitra nas competições que organiza, com vista a "promover o respeito" pelos juízes de futebol e "inspirar as futuras gerações, ao destacar modelos que personificam dedicação, integridade e alto rendimento".

O 51.º congresso da UEFA realiza-se em Astana, no Cazaquistão, em 04 de março de 2027.

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