Julien Nagelsmann não esteve no banco de suplentes no triunfo do Bayern Munique na Liga dos Campeões frente ao Benfica devido à infeção por Covid-19, mas nem isso o impediu de estar completamente concentrado no encontro. O treinador dos bávaros revelou, em entrevista ao 'Sport Bild', como viveu o momento e como orientou a equipa desde o hotel garantindo que, "dadas as circunstâncias", se encontra "bem".
"Estava relativamente calmo em frente à televisão, tentei analisar. As emoções fervem quando estamos lá. Não fiquei muito contente com os primeiros 70 minutos, mas tenho ideias do que podemos fazer para melhorar. O que eles fizeram a partir daí foi, claro, muito dominante e extremamente forte", começou por observar, deixando elogios ao seu adjunto e explicando como ia dando as instruções para dentro de campo.
"O Dino [Toppmöller] está habituado a ser o centro das atenções. É um homem inteligente e muito calmo. A comunicação era através do WhatsApp e chamadas. Funcionou tudo muito bem. Estive atento a tudo até ao minuto 65, e fui tentando mudar um pouco as coisas. Claro que temos sempre vontade de escrever alguma coisa, porque na televisão dá para ver melhor. Mas é preciso contenção. Quem estava lá em baixo era responsável. No entanto, construí um centro de análise com um ecrã grande, um iPad e um computador portátil. Parecia que tinha um centro de dados na cozinha - e tinha um caminho curto até ao chá!".
Questionado acerca das opções de alguns jogadores dos bávaros de não tomarem a vacina contra a Covid-19, Nagelsmann explica que ninguém deve ser "forçado" a fazê-lo. "Se não forem vacinados, podem perguntar nas clínicas o que pode acontecer. É por isso que o defendo e continuo a acreditar que é bom. Mas nunca forçarei uma pessoa de bom senso a isso", rematou.