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O FC Porto recebe, pelas 20h30 desta quinta-feira, o Estugarda no Estádio do Dragão, em jogo a contar para a segunda mão dos oitavos-de-final da Liga Europa. Depois de ter perdido o jogo na Alemanha, por 2-1, o técnico dos alemães, Sebatian Hoeness, está ciente que este não será "um jogo como qualquer outro", evidenciando que o seu grupo pode "jogar todos os tipos de futebol".
"Dá para perceber a sensação em torno do plantel e a vontade que têm de jogar. O simples facto de poderem passar é motivação. Mas ainda temos que perceber que temos o jogo em casa na mente, foi 'quentinho' e aqui também o será", sublinhou o técnico, de 43 anos, salientando que a sua equipa "consegue" jogar um futebol mais tático, como mostrou "há três ou quatro dias" na vitória diante do Leipzig (1-0) e que Joshua Vagnoman "já está apto para jogar": "É preciso estarmos sempre no limite, tenho a certeza que será assim com o FC Porto."
O jogo tem um cariz especial, sente isso no balneário? “Não é um jogo como qualquer outro. Podemos chegar aos ‘quartos’, estamos nos ‘oitavos’. É incrível, porque podemos conseguir algo histórico, seria especial para o clube. Estamos tranquilos e vamos treinar e aumentar esta vontade e este desejo de passar. Não é um jogo como todos os outros, repito."
O FC Porto é apresentado como favorito. Acredita que isso merece resposta? "Isso é uma resposta que tem de ser a equipa a dar, mas penso que o resultado foi bom para o FC Porto em nossa casa. Há um golo de diferença, sem aquela história de um golo fora. Mas basta marcar um e já vamos a prolongamento. Temos de jogar no limite, vimos como foi em casa. O FC Porto, se calhar, até tem mais a perder com esta posição. Mas vamos ver como corre, vão ser 90, 95 ou 120 minutos de jogo duro."
É importante não perder a cabeça durante o jogo? “Claro que sim, estamos a falar de um golo de diferença. Eu repito isto, nós sabemos que vamos ter uma tarefa dura pela frente, estamos a defrontar uma equipa que está a ter uma temporada incrível, voltou a ganhar para a Liga, como nós, mas não é importante olhar para o passado. Não precisamos de pensar em marcar logo aos 10 minutos. Podemos marcar, é óbvio, mas o jogo é longo. É importante ter um jogo emotivo, mas estável, com pés e cabeça. Depois, o resto desenvolve-se e é preciso perceber como as coisas acontecem. É preciso liberdade, emoção, mas temos que fazer mais um golo do que o adversário para empatar. O resto desenvolve-se e temos que estar preparados."
O Deniz Undav vai à seleção? "Eu nunca me meti nessas coisas, nas convocatórias, e não vou começar agora, mas ficou claro que o Deniz Undav fez um jogo muito bom em Leipzig, foi decisivo [n.d.r. marca há cinco jogos consecutivos]. Não penso que será só o facto de ser convocado, joga assim porque faz parte da natureza das coisas. É natural que seja importante para a seleção. Tem de marcar golos decisivos. Alguém que marca 16 golos na temporada é sempre bom, eu acho que é preciso ver isto num prisma positivo para a nossa equipa.”
Vamos ver uma equipa diferente no Dragão? "Eu penso que não houve muito tempo para treinar e é por isso que ambas as equipas não irão mudar o seu estilo de jogo. Haverá alguns detalhes que iremos adaptar, mas não haverá grandes coisas relevantes. O mais importante é a componente mental do jogo, este aspeto tem que ser controlado.”
Ambiente vai ser tenso? "Não sinto a pressão, sinto a antecipação, mas no dia do jogo, mudou muito da semana passada. Queríamos jogar este jogo, é um desafio que temos pela frente e uma oporunidade. Já jogamos juntos jogos muito importantes e temos vindo a crescer. Sabemos que em conjunto conseguimos fazer coisas incríveis.”
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