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De treinador-adjunto a campeão angolano. De desconhecido a referência ilustre do Recreativo do Libolo e do próprio futebol daquele país. Assim se conta, muito resumidamente, a aventura de João Paulo Costa por terras africanas. No emblema de Calulo desde 2015, onde integrou a equipa técnica do francês Sébastien Desabre, o técnico assumiu o leme a meio da temporada passada e conduziu o conjunto angolano ao título e à conquista da supertaça, no passado mês de fevereiro. Esta sexta-feira, e apesar do objetivo do tricampeonato ter escapado este ano, uma vez que o Recreativo do Libolo terminou o Girabola no 3.º lugar, com 60 pontos, menos seis que o campeão, o 1.º Agosto, o treinador português pretende escrever um novo capítulo vitorioso nesta história, tentando vencer a Taça de Angola, frente ao Progresso do Sambizanga.
"Trata-se de dar continuidade ao que temos vindo a fazer. Estamos no final da época, a equipa está totalmente consolidada e, como tal, a preparação abrange mais um trabalho mental do que propriamente tático. Vamos tentar recuperar alguns jogadores para que possamos apresentar-nos bem fisicamente", começou por dizer o técnico, de 44 anos, em declarações a Record, traçando o perfil do adversário: "É uma boa equipa, com potencial, que tem bons jogadores. No confronto direto, para o campeonato, empatámos 2-2 em casa e no terreno deles perdemos por 1-0, em mais um jogo com características muito próprias. Anularam-nos um golo limpo, não assinalaram um penálti claro e depois, no contra-ataque, eles foram felizes. Vamos agora tentar fazer melhor e cumprir um objetivo que, naturalmente, ambicionamos."
Balanço positivo
Fechar a época com uma vitória que permita rechear o palmarés do Recreativo do Libolo é, assim, o grande objetivo de João Paulo Costa, depois de uma caminhada "com muitos obstáculos." "Tendo em conta o contexto atual e todas as condicionantes que tivemos ao longo da temporada, o balanço só pode ser extremamente positivo. Saíram vários jogadores importantes na reabertura do mercado e tivemos muitas lesões de longa duração, como o Wíres, o Dário, o Nadinho, Carlitos, o Diawara... É verdade que não me posso queixar dos jogadores que não tenho, mas sim valorizar os que estiveram disponíveis, mas a verdade é que isso nos obrigou a potenciar o rendimento e maximizar a qualidade dos jogadores menos utilizados. Claro que isso teve os seus aspetos positivos, mas condicionou a nossa estratégia", revelou, enaltecendo sempre a atitude e o carácter do grupo.
Contudo, fazendo o balanço de todos os problemas com que o clube se deparou, o treinador lamenta ainda "outros fatores externos". "Não tivemos golos marcados com a mão, nem em fora-de-jogo, nem em penáltis inexistentes. Não conseguimos/não nos deixaram chegar ao título", sublinhou.
Esta sexta-feira, feriado nacional, que assinala os 41 anos da independência de Angola, Recreativo do Libolo e Progresso do Sambizanga dão o pontapé de saída às 16 horas (menos uma hora em Lisboa), no estádio dos Coqueiros, em Luanda.
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