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Rogério Ceni, mítico guarda-redes do São Paulo - 1214 jogos, 129 golos marcados -, foi esta quinta-feira apresentado como técnico do clube tricolor para as próximas duas temporadas. A estreia no banco de suplentes ocorrerá já no domingo, frente ao Santa Cruz, no derradeiro jogo do Brasileirão 2016.
O ex-guardião, que coloca assim um ponto final numa carreira de mais de 20 anos entre os postes, vai liderar uma equipa técnica multinacional, que integra o inglês Michael Beale, que deixou recentemente o comando do equipa de sub-23 do Liverpool, e o francês Charles Hembert, profissional ligado à área logística, que já trabalhou com a seleção brasileira.
Talvez por este motivo, no discurso de apresentação aos adeptos do São Paulo, Ceni falou de "simbiose" e da importância de todos caminharem na mesma direção. Mas disse mais. Frisou questões sentimentais a que não conseguiu resistir.
"O meu coração disse que, se o São Paulo me chama, eu jamais poderia recusar. A profissão de técnico não é somente o conhecimento. É também gestão de pessoas. Por isso é preciso ter uma simbiose entre todas as áreas. Quando as partes caminham do mesmo jeito, tudo pode dar certo. O que me move são os grandes desafios", explicou o novo técnico são-paulino, já depois de ter dirigido uma palavra de solidariedade às famílias dos jogdores da Chapecoense, desaparecidos no fatídico acidente de aviação ocorrido na Colômbia.
Também o presidente da direção do clube de São Paulo destacou a importância de ter um homem da casa, à frente dos destinos tricolores.
"O São Paulo será comandado por um são-paulino. Mais do que qualquer coisa, quero dar as boas vindas e desejar toda sorte na sua nova trajetória, seguro de que ele está totalmente preparado para essa função. Ele traz consigo uma marca vitoriosa. Ele é um vencedor, a história no São Paulo diz isso", comentou Carlos Augusto de Barros e Silva, que tenta devolver o clube à rota vitoriosa do início do século. O São Paulo não vence o título brasileiro desde 2008, ano em que se sagrou tricampeão.
Por António Carlos. Rio de Janeiro. Brasil