A célebre convulsão sofrida por Ronaldo, o Fenómeno, antes da final do Mundial de 1998, foi tema de conversa no podcast 'Inteligência', com Edmundo a recordar o que se passou.
"Estava a subir para o quarto com o Doriva quando vi o Ronaldo a ter uma convulsão. Fui para o corredor avisar toda a gente", recordou o antigo avançado brasileiro, de 50 anos. "Eu e o César Sampaio segurámos-lhe a língua enquanto os olhos reviravam."
Edmundo lembrou que os médicos chegaram muito rapidamente e que Ronaldo recuperou a consciência. "Todos sabiam que tinha tido uma convulsão menos ele. Foi para o quarto, sentou-se e comeu um bolo. Depois saiu para fazer uma chamada e o Leonardo [hoje diretor desportivo do PSG] disse 'é preciso falar com ele, vai morrer em campo'."
Estava previsto que Edmundo jogasse no lugar de Ronaldo naquela final. "O Zagallo [selecionador] disse que o Ronaldo não ia jogar e que eu ia ser decisivo naquela noite. Todos me animaram, era um grupo sensacional, por isso nunca me rendi durante todo o torneio", explicou o ex-jogador, que era suplente de Ronaldo.
"Chegámos ao estádio duas horas antes do jogo. Cada um tinha o seu ritual e o Zagallo estava a motivar-nos. Saiu o onze e eu era titular. Depois entrou o Ronaldo, acompanhado por um dos médicos, e todos ficámos felizes por vê-lo bem. Reuniu-se com o Zagallo, com os adjuntos e os médicos durante uns 5 ou 10 minutos; quando saíram o treinador disse-me que tivesse calma, que o Ronaldo ia ser titular", recordou Edmundo.
O Brasil acabou por perder a final com a França de Zidane, por 3-0. "Foi uma decisão médica e não técnica. Ele era o melhor do mundo, acabava de ganhar a Bola de Ouro... O Zidane marcou dois golos. Procura na internet quantos golos de cabeça ele marcou na carreira! Aquela seleção brasileira contra aquela França teria ganho o jogo oito em cada vez vezes! Mas são coisas do futebol..."
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