A ministra das Mulheres do Brasil criticou esta quinta-feira a justiça espanhola por atribuir uma fiança ao ex-futebolista Daniel Alves, condenado a quatro anos e meio de prisão por violação de uma jovem numa discoteca em Barcelona.
"Não há fiança que compense a enorme brutalidade que uma violação é na vida de uma mulher", disse Cida Gonçalves, ao comentar a decisão da justiça espanhola em atribuir uma fiança de um milhão de euros ao antigo jogador, que só não saiu já da cadeia por não ter conseguido reunir ainda o dinheiro, devendo permanecer mais uma noite na prisão.
O Tribunal de Barcelona concordou em libertar provisoriamente o ex-futebolista brasileiro sob uma fiança de um milhão de euros, enquanto se aguarda a sentença definitiva que o condenou a quatro anos e meio de prisão por violação de uma jovem numa discoteca.
Segundo Cida Gonçalves, a violência sexual é "uma das mais cruéis violações dos direitos das mulheres que existem, uma falta de respeito da sua dignidade e integridade".
As declarações da ministra somam-se às do Presidente brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva, que, num evento do Partido dos Trabalhadores, afirmou, na quarta-feira, que "o dinheiro que Daniel Alves tem não pode comprar a dignidade da ofensa que um homem faz a uma mulher praticando [uma] violação".
A decisão do Tribunal espanhol permitirá que o antigo jogador do Barcelona, que se encontra em prisão preventiva há 14 meses, saia da prisão se pagar a fiança. Daniel Alves terá de entregar os passaportes - espanhol e brasileiro -, não pode sair de Espanha e terá de comparecer semanalmente no tribunal.
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