_
Abel Ferreira não estará esta noite no banco do Palmeiras, quando o Verdão visitar, pelas 22h30 de Lisboa, o Corinthians em jogo da 11.ª jornada do Brasileirão. Isto porque, de acordo com a imprensa brasileira, o Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) decidiu negar a providência cautelar apresentada pelo Palmeiras, que tinha como objetivo interromper o castigo de 8 jogos que foi imputado ao técnico português para que este pudesse estar esta noite no relvado a orientar a equipa no clássico contra o Timão.
Recorde-se que Abel Ferreira foi punido com oito jogos de suspensão na sequência das expulsões nos jogos contra o Fluminense (2) e São Paulo (6), ambas no Brasileirão. O Palmeiras apresentou um recurso tendo por base o recurso a dois vídeos, onde mostram que o comportamento do técnico português em nada se assemelha ao que foi descrito pelos árbitros nos relatórios de ambos os encontros. Na próxima quarta-feira, o Plenário do STJD irá anunciar qual será a sua decisão final sobre esta polémica.
O Palmeiras não demorou a reagir. Em comunicado, o clube liderado por Leila Pereira manifestou a sua "profunda insatisfação" pela forma como o STJD está a lidar com todo este caso e lamentou ainda o facto de a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) ter atendido ao pedido do Flamengo para adiar a partida desta noite, diante do Fluminense, devido a um alegado atraso no voo que levou a equipa brasileira de volta para o Rio de Janeiro, vindo originalmente do Peru, após a estreia na Libertadores 2026.
O comunicado do Palmeiras:
"(...) O clube vem a público manifestar a sua profunda insatisfação com a condução do caso relativo ao julgamento do treinador Abel Ferreira pelo Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) e com o adiamento, por parte da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), da partida entre o Fluminense e o Flamengo, referente à 11.ª jornada do Brasileirão.
Numa decisão que se afasta dos preceitos historicamente adotados pelas comissões disciplinares, o nosso treinador foi punido com um rigor desproporcional, numa sessão que considerou, entre outras imprecisões, uma leitura labial sem qualquer respaldo pericial e que trouxe à tona episódios passados pelos quais o profissional já tinha sido penalizado.
Causa ainda maior estranheza a resposta negativa dada este sábado (11) pelo STJD ao pedido de efeito suspensivo [providência cautelar] submetido pelo clube ainda na quinta-feira (9). Afinal, em inúmeros casos semelhantes, o mesmo tribunal atendeu a essa solicitação como forma de garantir o pleno direito de defesa; com o treinador do Palmeiras, contudo, observa-se um tratamento desigual, que destoa dos princípios da isonomia", pode ler-se.