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Atualmente com 28 anos, Victor Golas foi na sua juventude apontado como um dos mais promissores da sua geração, mas os anos foram passando e o guardião acabou por nunca conseguir confirmar todo o potencial que se lhe apontava. E antes de se vincular ao Sporting, clube ao qual esteve ligado por sete épocas, o brasileiro esteve até com um pé e meio no Barcelona, conforme o próprio já havia revelado. Agora, à ESPN, o brasileiro, que atualmente representa o Maringá, do Campeonato Paranaense, lembra aquilo que pensou nesse momento e todo o processo que o levou a assinar pelos leões e não pelos catalães ou pelo... Benfica.
"A primeira equipa a chegar foi o Barcelona, que me contactou com uma carta entregue por Luís Oliveira. Imagina o que é para um menino de 16 anos receber isso! Depois de ele ter saído fiquei uns 40 minutos esticado na sala de casa sem acreditar", lembrou o guardião, que depois desta abordagem foi mesmo passar alguns dias em testes na Catalunha. Aí, recorda, viveu um "sonho".
"Quando ia almoçar via o Pedro e o Bojan, falei com o Thiago Alcantara e o Rafinha. Olho para trás e nem imaginava que chegariam nesse ponto. Cheguei a fazer um particular contra uma equipa asiática pelo Barcelona. Para nós era um sonho! Uma vez fui a um treino de recuperação de um jogo [da equipa principal] e o Ronaldinho deu duas voltas ao campos a dar toques na bola e... foi embora. Foi esse o treino do dia para ele. Para verem o moral que ele tinha".
A estadia na Catalunha, porém, demorou apenas cinco dias, porque logo depois chegou o Sporting, com a promessa de treinar com a equipa principal e apenas 'descer' para jogar pela formação de juniores. "Vamos dar-lhe uma atenção especial para chegar mais rápido ao time principal", terá dito Luís Oliveira, acenando ao jovem guardião, na altura com 16 anos, a possibilidade de suceder a Rui Patrício.
A decisão de 'esquecer' o Barcelona, apesar de difícil, acabou por ser tomada em face da concorrência que teria nos catalães, onde no seu entender teria "de ser um fora de série para chegar ao topo". "Decidi ir para o Sporting porque achei que teria mais chances", recorda. Só que a mudança para Lisboa por pouco não se deu... para o outro lado da Segunda Circular. "Quando soube que eu estava a caminho do Sporting, o Benfica tentou meter-se na negociação. Ainda assim, já tinha dado a minha palavra e poucos dias depois assinei contrato profissional", lembrou.
A saída de Rui Patrício... que nunca se deu
Quando assinou pelo Sporting, Victor Golas fê-lo com perspetivas de no futuro ser o sucessor de Rui Patrício, guardião que por várias vezes foi apontado à saída. "Batiam muito na tecla de eu ser o seu sucessor, criou-se muita expectativa nisso. Diziam que ele ia ser vendido, mas não saía e o meu espaço nunca surgia. Por isso comecei a ser emprestado. Era muito novo e precisava de evoluir. Fiz jogos na Segunda Liga, mas não com a importância que achei que iria ter", lamenta o brasileiro, que em 2014 deixou os leões para rumar ao Sp. Braga em busca de mais chances.
Acabou por não as ter e 'culpa' Jorge Mendes pelo sucedido, já que nessa mesma temporada chegou ao Minho o também brasileiro Matheus. Ficou em Braga uma temporada e rumou à Bulgária, para em 2015/16 se destacar no Botev Plovdiv, antes de em 2017 ter regressado ao seu Brasil. Primeiro para jogar no Linense, depois no Londrina e por fim no Maringá, numa carreira claramente bem diferente daquela que há mais de uma década se esperava...