O relato incrível e assustador do assalto milionário à casa de Mustafi

• Foto: Getty Images

Há um ano, no final de um aparente dia normal, o alemão Shkodran Mustafi viveu um dos maiores susto da sua vida, quando três encapuzados invadiram a sua vivenda e o ameaçaram, a si e aos seus dois filhos (de 3 e 4 anos), para roubar vários pertences da sua casa. O assalto foi bastante falado na altura, chegaram até apontar-se valores dos bens roubados, mas agora surgem novos detalhes, que dizem bem da magnitude do 'jackpot' que os meliantes conseguiram obter com este crime, mas também os momentos de pânico vividos.

De acordo com os dados revelados pelo portal 'CASO ABIERTO', na sequência da audiência em que o próprio jogador testemunhou em tribunal, de casa do defesa alemão foram levados doze relógios de marcas como Rolex, Patek Philippe e Audemars Piguet - no valor de 800 mil euros - oito bolsas das marcas Chanel, Hermes e Louis Vuitton - avaliados em 48 mil euros -, anéis, pulseiras e colares de diamantes - com um valor de 280 mil euros - e ainda 11 mil euros em dinheiro. Contas feitas, os assaltantes, que ainda não foram apanhados, levaram consigo qualquer coisa como 1,14 milhões de euros, entre dinheiro e objetos.

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Segundo o testemunho do defesa alemão de 31 anos, o assalto ocorreu quando voltaram a Valência depois de uma viagem à Alemanha, por volta das 23:20 de 24 de abril. "Tínhamos acabado de chegar de uma viagem à Alemanha. A minha mulher [Vjosa Kaba] e eu estávamos na sala, a ver televisão, e ouvimos um barulho. Olhámos para a câmara do quarto dos miúdos e vimos que estavam a dormir, estava tudo normal. Então, subi ao andar de cima para vê-los e aí ouvi um barulho vindo da varanda do nosso quarto. Aproximei-me da janela, alguém começou a dar golpes no vidro com uma espécie de martelo", começou por recordar o defesa no seu relato, partilhado pelo mesmo portal.

"Gritei à minha mulher para que chamasse a polícia e corri para o quarto dos meus filhos. Peguei neles e desci para ir buscar a minha mulher, que já tinha ativado o botão de pânico. Fui deixar os meus filhos na sala de jogos, mas acabei por encontrar dois dos assaltantes. Um deles estava armado com um martelo e impediu-me de fechar a porta. Ameaçou-me e disse-me 'anda desligar o alarme'. Eu fui, mas introduzi códigos errados".

Nesse momento, revela, um dos assaltantes foi até à cozinha e abriu a porta a um outro ladrão, que estava no exterior à espera. Dali, o trio de meliantes puxou Mustafi e a sua mulher para irem à zona superior, pedindo para que estes dissessem onde estavam os bens valiosos. Acabaram por encontrar joias numa cómoda e, em seguida, exigiram à esposa do jogador para abrir o cofre. "Não sei como como sabiam da sua existência. Ela, com medo, abriu-a, deu-lhes dinheiro e uma caixa com três relógios e tentou fechá-la. Mas os ladrões impediram e conseguiram tirar o que ainda lá restava".

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Com dinheiro, relógios e demais objetos valiosos em mãos, os meliantes fecharam o jogador, a sua mulher e as crianças na sala de jogos, antes de lhes darem instruções para não contactar as autoridades. Nesta altura, refira-se, já Vjosa Kaba havia contactado a polícia aproveitando uma distração dos ladrões, mas isso foi insuficiente para que estes chegassem a tempo ao local.

Um ano depois, as investigações continuam, mas o máximo que conseguiram apontar é que este assalto foi feito por "criminosos profissionais" e que os meliantes conseguiram fintar os detetores de movimentos aproveitando-se das zonas nas quais estes não eram efetivos. Quer isto dizer que, em teoria, os autores do assalto estudaram muito bem a casa do jogador ou, em alternativa, conheciam mesmo o espaço por já lá terem estado...

Por Fábio Lima
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