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A história de superação de Sergio Canales pode resumir-se em poucas palavras. O médio espanhol sofreu três ruturas de ligamentos mas ultrapassou os problemas nos dois joelhos, selou-os com uma tatuagem muito particular e agora, aos 28 anos, foi chamado pela primeira vez à seleção espanhola.
Atualmente no Betis, Canales despontou para o futebol no Racing Santander. Passou ainda por Real Madrid, Valencia e Real Sociedad. Em 2011/12, na passagem pelo Mestalla, sofreu duas ruturas de ligamentos no joelho direito: a primeira foi em outubro e afastou-o dos relvados por cinco meses; pouco depois de voltar, o segundo problema surgiu em abril e tirou-lhe o resto da temporada. Já em 2015/16, na Real Sociedad, foi o joelho esquerdo que rompeu e provocou mais sete longos meses de recuperação. As cicatrizes das cirurgias ficaram até hoje mas Canales já se habituou a elas.
"Procuro sempre os aspetos positivos em tudo. As lesões fizeram-me amadurecer, crescer e dar conta da importância de nos cuidarmos e dar valor a tudo. Se estas cicatrizes servem para alguma coisa, é para tirar delas as coisas boas", referiu Canales em entrevista ao diário 'Marca', no qual faz manchete nesta quinta-feira.
A cicatriz no joelho esquerdo foi aproveitada para uma tatuagem peculiar: "Estava com um amigo e pensámos que, como era um ligamento cruzado, a cicatriz podia ser a espinha de um peixe. Também podia ser uma girafa por causa do pescoço ou umas outras mil coisas. Mas gostámos do peixe".
Sorriso nunca desapareceu
Questionado sobre do que se orgulha mais em todo este processo, Canales não tem dúvidas: "De nunca ter baixado os braços, de não me render, de lutar. Houve momentos nas recuperações em que as coisas não estavam a sair bem mas nunca me rendi e procurei outra solução. Apesar de tudo, nunca perdi o sorriso.
O jogador do Betis recorda que mesmo quando estava afastado dos relvados, podia jogar neles durante o sono: "Em metade das lesões sonhas que estás a jogar, imaginas-te no relvado... Isso ajuda-te a adaptar mais rapidamente quando voltar a jogar. Jogo futebol desde que me lembro. Se não encontras memórias mais recentes, tens sempre as do passado".
A chamada à seleção espanhola surgiu finalmente aos 28 anos. O que já não era um objetivo nunca deixou, porém, de ser um desejo de Canales: "Se pensei que era inalcançável? Nunca. Nunca disse algo parecido. Claro que não tinha isso como um objetivo a curto ou a longo prazo. Não pensava nisso, via a seleção como um adepto, como sempre fui".
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