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Robert Lewandowski concedeu uma entrevista exclusiva ao jornal espanhol ‘Sport’, onde abordou diversos temas importantes da atualidade do clube, como a decisão de Xavi Hernández em deixar o Barcelona no final da temporada. O goleador polaco mostrou-se compreensivo com a decisão, entendendo que "ser treinador ou jogador do Barcelona significa muita pressão" porque "as expectativas são sempre muito altas".
"Quando se é jogador ou treinador do Barcelona, há muita pressão sobre nós, é normal. É um momento muito difícil. Compreendo o que isto significa para ele. Foi jogador do Barcelona, agora é treinador. Do ponto de vista emocional, é muito difícil para o Xavi e eu compreendo-o perfeitamente. Não só para ele, mas também para a sua família. Agora o melhor é concentrarmo-nos nesta época, porque ainda podemos ganhar com o Xavi. Estou cem por cento concentrado nisso, não no que vai acontecer no final da época", reiterou o avançado.
O jogador, que tem contrato válido até 30 de junho de 2026, afirma que está feliz e que acredita no projeto do clube catalão, assumindo que tem o objetivo de jogar novamente no novo Camp Nou: "Sinto-me muito bem na cidade, a minha família também, estamos muito felizes".
"Um dos objetivos é voltar a jogar no Camp Nou. É um estádio mágico e é claro que quero jogar lá. Na nova época, poderemos jogar com toda a nossa gente e com aquele ambiente. Quero ajudar a equipa e o treinador porque para mim o que podemos fazer este ano é muito importante", acrescentou.
O ponta de lança, de 35 anos, admitiu que o plantel está repleto de jovens com "qualidade e talento" e que têm "muito futuro no Barcelona", contudo argumentou que é necessário protegê-los para os ajudar a ganhar experiência e maturidade.
"O clube e a equipa estão agora num momento mais difíceis do que antes. Temos uma equipa ligeiramente diferente do primeiro ano, com um plantel de jogadores muito jovens que têm muito potencial e muito talento, mas também é preciso ajudar os jovens jogadores e ter experiência e qualidade. É uma questão de equilíbrio", alertou.
"É normal que aos 16 anos a mentalidade seja um pouco diferente do que aos 23 ou 25. É normal, isto acontece com toda a gente, não só no futebol. Outra coisa é quando se tem 16 ou 17 anos e se joga na equipa principal do Barcelona, estando ao mais alto nível. É muito difícil. É importante para os jovens jogadores terem dois, três ou quatro anos para saberem para onde querem ir. Também precisam de proteção. É preciso ter um objetivo e desafios para o futuro, não para agora ou para o próximo ano. Se queremos jogadores para dez anos, é importante agora ter um equilíbrio entre jovens e jogadores experientes", referiu.
O Pichichi da La Liga na temporada passada falou também sobre o rendimento menos bem-sucedido no início da segunda época ao serviço dos blaugrana, onde assume que atravessou um momento complicado, mas que atualmente sente-se preparado e confiante para a segunda metade da época.
"Estive num momento difícil porque não tive muitas oportunidades para marcar e, defensivamente, sofremos muitos golos. Ofensivamente, não só para mim, mas para toda a equipa, foi difícil estar a um nível elevado, mas como equipa estamos a trabalhar."
Lewandowski leva 12 golos em 28 jogos esta temporada, na segunda temporada ao serviço do Barcelona.