_
Os adeptos do Rayo Vallecano levaram os protestos contra o presidente Raúl Martín Presa para outro patamar e acabaram mesmo por forçar a suspensão do encontro com o Athletic Bilbao. O relvado ficou cheio de aviões de papel e outros objetos, houve quem tentasse invadir o túnel e a polícia recomendou mesmo que o jogo não fosse retomado, isto quando estava 0-0 aos 28 minutos.
A direção do clube reagiu em comunicado e condenou o comportamento dos adeptos, classificando-o como "um atentado planeado". "Não se trata de acontecimentos fortuitos ou ocasionais, mas, sim, de ações previamente concebidas e planeadas pelos líderes intelectuais de um grupo organizado e, posteriormente, levadas a cabo pelos membros desse grupo, com o único objetivo de interromper o jogo até provocar a sua suspensão, como acabou por acontecer", começa por ler-se.
"Foi cometida uma agressão contra a segurança dos jogadores e dos árbitros presentes no campo, contra a liberdade destes de exercerem a sua profissão e contra a maioria dos adeptos que se deslocaram ao estádio, cujo único interesse era assistir a um jogo de futebol, e, claro, contra o próprio Rayo Vallecano, cuja imagem foi gravemente prejudicada. O Rayo Vallecano deseja, além disso, informar que tomou todas as precauções e disponibilizou todos os meios ao seu alcance para impedir que se repetissem incidentes assim", remata.
Recorde-se que os adeptos estão revoltados com a gestão de Raúl Martín Presa na liderança do clube madrileno, exigindo a demissão dos mesmo nas últimas semanas.