Cristiano Ronaldo inaugurou este domingo uma estátua sua na Madeira, que o imortalizou na terra natal. O craque do Real Madrid - que no início das cerimónias recebeu o Cordão Autonómico de Distinção, a mais alta condecoração da Madeira -, defendeu que homenagens como esta não devem ser feitas a título póstumo.
"Foi aqui que tudo começou, na vida como no futebol. Agradeço à minha família tudo o que sou hoje. Sem eles não teria chegado aqui. Este momento é especial, ter uma estátua ainda vivo em meu nome... Se querem fazer homenagens, façam-nas quando as pessoas estão vivas, não sou apologista que se façam homenagens com pessoas mortas", referiu o craque do Real num discurso para os madeirenses, antes da inauguração da sua estátua, que acabaria por elogiar momentos depois de a mesma sido mostrada a todos: "Está mais bonita do eu (risos). No global está muito bem feita, gostei imenso."
Nesta cerimónia, que começou pelas 12:00, estiveram os familiares de Cristiano Ronaldo, incluindo o filho, a mãe e os irmãos, além várias autoridades da Madeira civis e militares da região, como o representante da República, Ireneu Barreto, e os presidentes da Assembleia Legislativa da Madeira e do governo regional, Miguel Mendonça e Alberto João Jardim, respetivamente.
Enchente na Madeira
Uma multidão, residentes e estrangeiros, aglomerou-se nos vários espaços daquela avenida do Funchal, à beira mar, num dia com muito sol, para ver o craque nascido na Madeira que chegou ao local de carro, registando o momento com máquinas fotográficas e telemóveis.
Esculpida em bronze, com 3,40 metros de altura e 800 quilos, a estátua foi executada em 10 dias, no atelier do escultor madeirense Ricardo Veloza, em Vila Nova de Gaia, e ficará na Praça do Mar, perto do porto de cruzeiros da cidade, que é a porta de entrada na ilha para milhares de turistas, na zona para onde se perspetiva que será transferido o museu do jogador.
A estátua representa Ronaldo "numa posição muito característica do jogador, quando marca livres e fica, com os braços abertos, a olhar para a bola e para a baliza, foi precisamente nessa posição que fiz a estátua", explicou Ricardo Veloza.