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O treinador do Real Madrid, Carlo Ancelotti, pediu a Toni Kroos para jogar mais recuado do que o que lhe era habitual fazer no Bayern Munique e na seleção alemã e o médio está a adorar a experiência.
O homem que levou Ancelotti a dar luz verde à saída de Xabi Alonso está convertido num "regista" à imagem do técnico italiano - dos tempos em que este liderou o meio-campo do Milan -, e os sinais da importância na manobra da equipa estão à vista no número de jogos que leva na temporada de estreia nos merengues.
"Temos vindo a usar três médios e desde o início da época que é a mim que cabem as tarefas mais defensivas. E tenho gostado. Claro que o treinador estabeleceu exigências para aquele posto, mas coincidem com a minha interpretação de como se deve jogar ali. Por isso, estou muito satisfeito em relação à forma como as coisas estão a correr", explicou o internacional alemão.
"Ao longo dos anos tenho vindo a recuar no terreno aos poucos e, por mim, está tudo bem. No Real, o importante é ter o equilíbrio certo. Habitualmente, temos um onze com muitos jogadores virados para o ataque, por isso, para mim, chegar ao ataque está quase em segundo plano. Em vez disso, concentro-me nos desenvolvimentos do jogo a meio-campo e em assegurar-me que estamos bem posicionados", acrescentou Kroos.
Por muito que se questione Ancelotti sobre a importância de [Gareth] Bale, [Karim] Benzema e Cristiano [Ronaldo] - nomes aglomerados pela imprensa espanhola no acrónimo BBC -, a verdade é que Kroos é o único futebolista do plantel que foi titular em todos os 25 jogos da liga espanhola e, por isso, aquele que verdadeiramente é imprescindível para o treinador italiano.
Os 2.258 minutos em que se traduz essa utilização expõem mais ao pormenor o papel que Ancelotti entregou a Kroos e que foi de Xabi Alonso em 2013/14, primeira temporada do italiano no Real Madrid. O alemão é o futebolista da equipa que mais passes soma, o que evidencia a prioridade da saída de bola dos merengues.
Kroos leva impressionantes 1.635 passes - quando está "tapado", é Marcelo quem recebe a bola (1.235) ou Isco (1.035) -, soma que "acelerou" desde 16 de novembro de 2014, data da lesão do internacional croata Luka Modric. Neste registo particular, destacam-se as sete assistências para golo efetuadas.
Fruto da missão que lhe coube em sorte, o alemão está ainda em grande destaque nas tarefas defensivas, liderando a estatística da equipa nas recuperações de bola (192, contra 123 de Isco e Marcelo), número a que conseguiu chegar, com média de 1.1 faltas por jogo e "colecionando" apenas três cartões amarelos.
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