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Mais milhão, menos milhão na louca gestão das recompras

Mais milhão, menos milhão na louca gestão das recompras
• Foto: getty images

O nível de desperdício mantém uma relação de proporcionalidade direta com o nível de riqueza. Em casa abastada é mais natural que se esbanjem recursos, o que, no caso de um clube de futebol, pode muito bem tratar-se do seu bem mais precioso, os futebolistas - sobretudo aqueles que  fazem toda, ou parte, da formação, levando consigo o selo da marca.

O Real Madrid, como indicam os estudos da Deloitte há vários anos, é o clube mais rico do Mundo e não foge à regra. Como ter dinheiro ajuda - embora não traga felicidade... -, para precaver situações embaraçosas, os merengues bloqueiam os jovens formandos que lhes "sobejam" com cláusulas, entre as quais se encontra o direito de recompra, fixada quase sempre por um valor generoso.

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Não é o caso de Lucas Vázquez, médio "recomprado" ao Espanyol por apenas 1 milhão de euros, depois de ter sido vendido pelo dobro, na sequência de uma bela temporada ao serviço do clube catalão. Vázquez é, contudo, o último de vários casos e pode não ser o último neste defeso, apesar da onda de rumores em relação ao regresso de Álvaro Morata ter perdido um pouco de fulgor.

Mas aqui, a Juventus terá direito a um belo encaixe financeiro, caso os merengues queiram mesmo o avançado espanhol de volta: são 30 milhões de euros este ano e 35 milhões no próximo. Mais um investimento que, refira-se, acaba por ser prejudicial para a imagem e para as finanças daquele que é o clube mais rico do Mundo.

O negócio de Vázquez é uma cópia da recompra de Dani Carvajal, feita à entrada para 2013/14, depois de uma temporada ter bastado ao espanhol para se afirmar como melhor lateral-direito da Bundesliga, ao serviço do Bayer Leverkusen - saiu do Real Madrid por 5 milhões de euros e foi recomprado por 6,5 milhões.

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Borja Valero, Juan Mata, Álvaro Negredo, Dani Parejo, Antonio Adán, José Callejón, Javi García, Ruben de la Red e Esteban Granero integravam o plantel da equipa B merengue em 2006/07. Todos acabaram desperdiçados pelo clube, sendo que os últimos quatro regressaram, três deles através do acionar das opções de recompra previstas nos contratos.

Em 2007/08 saíram Javi García e Ruben de la Red e, na época seguinte, foi a vez de Estebán Granero. Javi García foi para o Osasuna por 2,5 milhões de euros, regressando em 2008/09 por 4 milhões; De la Red reforçou o Getafe, que pagou 3 milhões e o vendeu depois, também 2008/09, por 4,7 milhões; Granero também rendeu 3 milhões, com o Real a pagar depois 4 para o reaver, em 2009/10.

Só nestes negócios de recompra, os merengues perderam 11,7 milhões de euros. Depois, é preciso incluir ainda o caso de Callejón, vendido ao Espanyol em 2008/09 por 1,2 milhões de euros e readquirido em 2011/12 por 5 milhões. Ou o de Álvaro Arbeloa, que acabou no Deportivo em 2006/07, por 1,3 milhões de euros, e foi contratado de volta quando estava ao serviço do Liverpool, por 4 milhões.

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Destes negócios feitos com canteranos, só o de Diego López se pode dizer que valeu a pena em termos puramente financeiros. O guarda-redes foi vendido ao Villarreal em 2007/08 por 7 milhões de euros e contratado ao Sevilha em janeiro de 2013 por 3,5 milhões - saíu no verão passado para o Milan, a custo zero.

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