Igual a si mesmo, José Mourinho assumiu que o Real Madrid tem de fazer mais para sentenciar os jogos de outra forma, para não sofrer até aos descontos como diante do Elche, mas aproveita também para ver o lado positivo: pelo menos os jogos são animados até final.
"São jogos resolvidos em que temos oportunidades para matar e não matamos. Depois de não matar, passamos da facilidade à perda de controlo. Não marcámos. Quando tudo parece fácil, deixas as coisas por fazer. A explicação que encontro é que, se o jogo parece fácil e não o fechas, a seguir quebras, perdes o controlo, interpretas mal essa facilidade. Pode acontecer. Nada é fácil. Os jogadores precisam de descansar, amanhã têm folga. Se jogarmos mal do primeiro ao nonagésimo minuto, a preocupação é gigante. Se temos períodos de topo e outros não proativos, de expectativa, sem intensidade… Claro que preocupa. Mas ganhámos. E o lado bom é que ninguém se aborrece com os jogos do Real Madrid, porque são muito divertidos", atirou o técnico português.
Na mesma conferência de imprensa, deixou elogios a Carlos Espí, que voltou a saltar do banco para lhe 'salvar' a pele. "Está a trabalhar bem, a contribuir para a equipa. Tem à sua frente um jogador fora do normal. Jogar com os dois juntos não é fácil. Caso contrário, ficamos sem extremos para dar velocidade e a equipa perde equilíbrio. Com as alterações no final, arrisquei tudo. Ganhámos, podíamos ter perdido, mas tinha de ser feito."
A fechar, houve ainda uma palavra para Arda Güler, jovem turco que se tem destacado esta temporada... mas sem ser "imprescindível": "Não, ninguém é imprescindível. Estávamos a perder o controlo quando fiz as substituições; o Vini fez um trabalho defensivo muito bom e estava esgotado. E o Arda, que jogou nesta posição de 10, também estava a perder intensidade. Lancei o Jude fresco e o Brahim, e fi-lo com 0-2 mas já a sentir que estava a perder o controlo. Acontece-nos isso. E depois avançámos com a artilharia pesada e conseguimos resolver."
Por Record