Numa noite na qual, com um pouco mais de dificuldade do que o esperado, o Real Madrid bateu o Elche por 3-2, um dos temas do pós jogo acabou por ser a decisão de Vinicius Jr., Kylian Mbappé e Ibrahima Konaté de não exibir a camisola de apoio a Ceuta, que os restantes jogadores mostraram antes do apito inicial. Nenhuma justificação oficial foi dada, mas esta quarta-feira o 'El Mundo' traz uma primeira explicação para essa tomada de decisão do trio do Real Madrid.
De acordo com o jornal espanhol, os três jogadores decidiram recusar exibir a mensagem por considerarem que a mesma tinha uma carga política, procurando essencialmente evitar problemas futuros e, também, repercussão negativa nas redes sociais junto de um país ao qual têm fortes ligações. Mbappé passa habitualmente férias em Marrocos e Konaté esteve por lá recentemente. Já Vinicius visitou o país como embaixador da UNESCO em 2024, pelo que nenhum tencionava criar tensões e manteve-se à margem de polémicas.
Especialmente depois do que sucedeu um dia antes, após o Villarreal-Betis, quando o marroquino Ez Abde se viu envolvido numa enorme polémica por ter envergado a referida camisola. Em justificação, e após ter apagado a maior parte das suas publicações nas redes sociais por causa de um chorrilho de insultos por parte de compatriotas, o jogador do Betis deixou claro que apenas se uniu à iniciativa por solidariedade ao povo de Ceuta. "Em nenhum momento utilizei a camisola alusiva ao povo de Ceuta com objetivo político ou de desprezo pelo meu povo, o povo marroquino", garantiu.
Por Record