O recorde impensável

O recorde impensável
• Foto: GETTY IMAGES

Não há recordes imbatíveis ou marcas que perdurem para sempre mas este registo de Cristiano Ronaldo ameaça permanecer intacto por longos anos. Esta quarta-feira, o craque português tornou-se no melhor marcador de sempre do Real Madrid, chegando aos 324 golos e ultrapassando os 323 de Raúl González.

E fê-lo em pouco mais de seis anos, com uma média superior a um golo por encontro (leva 308 oficiais até ao momento) – no clube apenas Ferenc Puskás se aproxima (242 em 262 partidas). A história, como sempre, encarregar-se-á de avaliar este desempenho e certamente colocá-lo-á entre os mais incríveis do desporto. Que não haja dúvidas: estamos perante um feito absurdo!

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MELHORES MARCADORES DO REAL


Chegado a Madrid em julho de 2009 como a transferência mais cara de sempre (94 milhões de euros), o extremo começou logo a justificar a contratação. Se a primeira época foi “apenas” boa – 33 golos em 35 jogos, justificados pela grave lesão num tornozelo que o afastou durante vários meses –, as seguintes foram estratosféricas.

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Ao tornar-se o primeiro jogador da história do futebol europeu a marcar 50 ou mais golos em cinco temporadas seguintes, CR7 abriu o caminho da imortalidade merengue, justificando por que motivo bateu Raúl de forma tão prematura. Com Pellegrini, Mourinho, Ancelotti e agora Benítez, Ronaldo tem sido uma máquina de golos rara em mais de um século de desporto-rei.

Inúmeras distinções

O “título” de melhor marcador absoluto do Real Madrid junta-se a outros entretanto conquistados: o de goleador merengue na Liga espanhola (231 tentos) e nas provas europeias (67, aqui ainda empatado com Raúl). Depois, há ainda outras marcas, para os quais o seu desempenho no Bernabéu teve significativa importância: as de melhor marcador de sempre da Taça/Liga dos Campeões (81 golos) e provas europeias (83), embora aqui tenha ainda de contar com a concorrência feroz de Messi até ao final do seu trajeto no Velho Continente.

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CRISTIANO NO REAL


Mas a safra não acaba aqui: os 33 hat tricks são máximo absoluto do futebol espanhol, aos quais junta ainda três jogos em que logrou um póker e dois em que apontou uma manita.

Os muitos, muitos golos, deram-lhe a hipótese de tornar-se no único futebolista de sempre a conquistar quatro Botas de Ouro (três pelo Real), aos quais junta ainda três Bolas de Ouro (duas pelos merengues) e outras variadíssimas e grandiosas distinções.

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E agora?

Batido o recorde que lhe faltava, muito se tem falado sobre que motivações terá Ronaldo para o seu futuro no Real. O distanciamento entre jogador e “afición” e até direção já foi visível em algumas situações e a opinião geral é de que o português deverá abandonar o clube no final da presente temporada. As aquisições imobiliárias nos EUA e um futuro na MLS, como ponto de passagem até Hollywood, vêm adensando os rumores de uma possível saída para os “States”.

NÚMEROS DE CARREIRA

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Se se confirmar esse adeus ao Bernabéu em junho do próximo ano, Ronaldo tem, a nível individual, o derradeiro desafio em mãos: manter a média superior a um golo por jogo, porventura o registo mais impressionante deste seu percurso no Real (até porque falamos aqui de mais de três centenas de jogos e não propriamente meia dúzia) e possivelmente o mais difícil de ser batido. Mais até do que o estatuto de melhor marcador de sempre do clube.

Consiga CR7 manter essa média e o seu nome ficará escrito a ouro num lugar muito especial dos álbuns merengues durante largas décadas…

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