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Aos 83 minutos do jogo para a Taça do Rei do Real Madrid frente ao Sevilha, o estádio Sánchez-Pizjuán aqueceu. O 'filho da casa', Sergio Ramos, marcou o segundo golo dos merengues de penálti batendo-o 'à Panenka'. Os adeptos do clube sevilhano ficaram ainda mais enfurecidos quando o internacional espanhol decidiu festejar apontando para o seu nome nas costas da camisola.
No final do encontro, na zona mista, Ramos assumiu não ter compreendido os insultos de que foi alvo. "Estou muito feliz por ter passado e sei que se vai falar muito da minha celebração. Pedi desculpa a uma parte do estádio, à restante, que só me insulta, não", começou por referir.
O ex-jogador do Sevilha vincou ainda o seu amor ao clube. "Quando for enterrado quero ir com uma bandeira do Real Madrid e outra do Sevilha. Esta foi a minha casa e isso vai ficar sempre", disse.
O central, recentemente nomeado para equipa do ano FIFA, diz não entender a diferença de tratamento por parte dos adeptos no Sánchez-Pizjuán. "Quando o Daniel Alves e o Rakitic vêm cá são recebidos como deuses. Quando sou eu, insultam a minha mãe. Não entendo", desabafou o capitão dos blancos. "Claro que gostava que me recebessem de outra maneira, mas não vou mudar", finalizou.