Poucos minutos depois do anúncio de um processo disciplinar a si e ao seu colega Aurélien Tchouaméni, mas também do comunicado médico que fala de um traumatismo cranioencefálico, Federico Valverde recorreu ao Instagram para negar qualquer tipo de confronto físico com o francês, falando apenas de um desentendimento, que acabou com um choque contra uma mesa.
Leia a nota na íntegra:
"Ontem tive um incidente com um colega de equipa resultante de uma jogada num treino, onde o cansaço da competição e a frustração fazem com que tudo se agigante. Num balneário normal, estas coisas podem acontecer e resolvem-se entre nós mesmos sem que venham a público. Evidentemente, há aqui alguém por trás que corre depressa a contar a história, somado a uma época sem títulos onde o Madrid é sempre o centro das atenções e tudo se magnifica.
Hoje voltámos a ter um desentendimento. Na discussão, bati acidentalmente contra uma mesa, sofrendo um pequeno corte na testa que exigiu uma visita protocolar ao hospital. Em momento algum o meu colega me bateu, nem eu o fiz, embora compreenda que para vocês seja mais fácil acreditar que andámos ao murro ou que foi intencional, mas isso não aconteceu. Lamento que a minha zanga com a situação, a minha frustração de ver que alguns de nós estamos a chegar ao fim da época com as últimas forças, dando o máximo, me tenha levado ao limite de discutir com um colega.
Sinto muito. Sinto muito de coração porque a situação me magoa, magoa-me o momento que estamos a passar. O Real Madrid é uma das coisas mais importantes da minha vida e não posso ficar indiferente. O resultado é uma acumulação de coisas que terminam numa discussão sem sentido, prejudicando a minha imagem, dando margem para que se invente, difame e acrescentem contornos a um acidente; não tenho dúvidas de que as fricções que possamos ter fora de campo deixam de existir lá dentro e, se tiver de o defender num estádio, serei o primeiro.
Não me ia pronunciar até ao final da época; fomos eliminados da Champions e guardei para mim a revolta e o rancor. Desperdiçámos outro ano e não estava em condições de fazer publicações nas redes sociais quando a única cara que tinha de dar era em campo, e sinto que assim o fiz. Por isso, sou quem mais lamenta e se entristece por passar por esta situação que me impede de jogar o próximo jogo por decisões médicas, porque sempre fui até ao fim, até às últimas consequências, e dói-me mais do que a ninguém não o poder fazer. Estou à disposição do clube e dos meus colegas para colaborar em qualquer decisão que considerem necessária.
Obrigado."
Por Record