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Julen Lopetegui foi muito crítico sobre a forma como toda a situação em torno da agressão de um adepto a Jordán foi gerida. Em declarações no final da partida entre Betis e Sevilha, que foi este domingo retomada após ontem ter sido interrompida, o treinador do Sevilha mostrou-se indignado pelo facto de terem questionado o estado de saúde do seu jogador, atingido por uma barra.
"Em primeiro lugar, quero felicitar o Betis [pelo apuramento]. Em segundo, [quero comentar] a loucura e o ato de vandalismo que aconteceu [ontem], a agressão, nada disto representa verdadeiramente os adeptos do Betis, há loucos em toda a parte. Em terceiro, eu tenho de levantar o meu tom. Neste país somos muito sensíveis para muitas coisas, fobias, violências de género... e parece-me bem, mas colocar o foco onde não se deve acho um ato lamentável. Temos de nos focar como é o Jordán, quem ele é. Ele chegou ao hospital com uma pressão arterial 16/13, tonto, com um trauma, e acho lamentável que colegas façam esse tipo de comentários, assim como vocês, todos temos responsabilidades. Logo é normal que nos excedamos quando algo assim acontece. 'ah [a mulher] levava uma minissaia quando a violaram'... isso é que não. Seja branco ou seja negro, ou condenas ou não condenas a agressão, estou-me nas tintas para tudo o resto, perdoem-me, mas isto irrita-me!", começou por dizer o técnico, citado pela imprensa espanhola, assumindo que a atitude daquele adepto em nada se enquadra com o perfil dos restantes.
"Os adeptos do Betis não são representados por esse energúmeno e Jordán não colocou a cabeça a jeito, não atirou a bandeirola ou suspendeu o encontro. Diga-me como é que querem que uma pessoa que sofre este ataque jogue. Com todo o respeito por quem toma as decisões, mas a justiça não ajudou", atirou.
Quanto à realização do encontro, Lopetegui assumiu que o Sevilha podia não ter comparecido ao encontro, mas preferiu não fazê-lo e jogar com as armas que tinha disponíveis. "Podíamos não ter jogado [hoje], mas não o fizemos, apresentámo-nos e tentámos jogar. Foi uma partida equilibrada apesar das baixas, defrontámo-os com a melhor atitude possível para superarmos o Betis. [Foi] Uma partida em que eles aproveitaram as oportunidades que tiveram. Já nós tivemos as nossas situações para provocar algum dano, mas faltou-nos clareza no momento do passe", disse, apontando as baterias para o Valencia: "Hoje é um dia triste, há que engolir o veneno, digerir e pensar no próximo jogo do campeonato contra o Valencia."
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