Gary Neville: «Era o momento de arriscar»

• Foto: Reuters

Escolhido pelo Valencia para suceder a Nuno Espírito Santo, o inglês Gary Neville mostrou-se honrado com a oportunidade de treinar o emblema che, admitindo que não poderia negar esta chance, depois de ter recusado várias propostas nos últimos tempos.

"Acho que a única forma de encarar um cargo no futebol é pensar que é algo permanente. Mesmo sabendo que serão apenas 6 meses. É a única forma que consigo encarar as coisas. As decisões que vou tomar nestes 6 meses não serão decisões a curto prazo. Não acredito nessa forma de trabalhar", começou por considerar.

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Mesmo sendo uma espécie de novato nestas andanças de treinador, Neville assegura que recebeu recentemente várias propostas, mas que o momento certo não havia chegado. "Recebi várias ofertas nos últimos quatro a cinco anos, mas o timing não era o correto. Quando, no domingo à noite, recebi uma chamada sobre esta possibilidade, pensei 'que oportunidade, que objetivo'. Percebi, então, que era o momento de arriscar ou então iria perder o respeito por rejeitar a possibilidade de trabalhar num fantástico clube com uma grande história", admitiu.

Se a missão de treinar o Valencia promete colocar o treinador à prova, aprender a nova língua também o deve ser. Mas Neville já tem a receita. "Aprender espanhol será um grande desafio. Vou ter aulas todos os dias, mas terei um pequeno problema: terei de encontrar um professor que esteja disposto a acordar às seis da manhã...", explicou.

"Esta manhã estive no campo de treinos e encontrei-me com os jogadores, staff e foi tudo muito simples. Não os quis confundir, porque têm um jogo muito importante pela frente. É um jogo importante e os jogadores têm de estar concentrados nesse jogo frente ao Barcelona", finalizou.

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Por Fábio Lima
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