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Falcão: goleador sem limites

Falcão – o senhor dos golos
• Foto: REUTERS

Radamel Falcão prepara-se para fazer no Monaco aquilo que tem feito toda a vida – marcar golos, muitos golos. São já 188 e 299 jogos oficiais pelos três clubes que representou como profissional, o River Plate, da Argentina, o FC Porto, e o Atlético de Madrid, de Espanha.

O jovem que custou 400 mil euros ao River Plate, quando o contratou ainda rapaz de 14 anos, ao Lanceros Boyacá, da Colômbia, terá custado 60 milhões de euros ao russo Dmitry Rybolovlev, dono do Monaco, mais um salário anual de 14 milhões de euros.

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Mas a história de Falcão podia ter sido bem diferente, devido a uma lesão sofrida em 2006, menos de um ano após a estreia na equipa principal do River Plate – uma rutura dos ligamentos cruzados do joelho direito que o atirou para a enfermaria durante 14 meses.

Na altura, só a determinação de um jovem que dissera a si próprio que um dia seria o melhor goleador do Mundo, mais o apoio de um treinador que sabia bem o que era sofrer dentro do relvado, Diego Simeone (que viria a reencontrar, anos mais tarde, em Madrid), conseguiu ultrapassar o mau momento, recuperar totalmente e vencer o seu primeiro título, o Torneio Clausura da Argentina em 2008.

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Até deixar o River Plate e rumar para o FC Porto, Falcão totalizou 45 golos em 111 jogos, o suficiente para o clube português pagar 5,5 milhões de euros pelo seu passe, oferecendo-lhe um contrato de 5 anos que cedo se percebeu dificilmente cumpriria.

Golos e mais golos

Nas duas épocas que passou no Dragão, El Tigre, como já era conhecido desde os tempos de juventude, superou tudo o que havia prometido, fazendo 73 golos em 84 jogos, estabelecendo recordes pelo caminho. Na época 2010/11 ajudou o FC Porto a ganhar a Taça de Portugal, o campeonato português, a Supertaça portuguesa e a Liga Europa, onde marcou o único golo do triunfo portista, estabelecendo um novo máximo de tentos nunca época, com 17, ultrapassando o anterior recordista, o alemão Jurgen Klinsmann, que fizera 15 pelo Bayern Munique na Taça UEFA de 1995/96.

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Falcão voltou a fase história no ano seguinte, já ao serviço do At. Madrid, que pagou por ele 40 milhões de euros ao FC Porto, ao marcar de novo na segunda final consecutiva da Liga Europa. O At. Madrid bateu o Athletic Bilbao por 3-0 com 2 golos do colombiano.

Na época 2012/13, o avançado continuou a fixar novos limites para a sua veia goleadora. E se ainda ao serviço do FC Porto havia marcado 4 golos na vitória de 5-1 sobre o Villarreal, na Liga Europa, em 2009/10, esta temporada conseguiu marcar 5 golos num jogo frente ao Deportivo, a 9 de dezembro de 2012. Radamel Falcão deixa o At. Madrid com 91 jogos e 70 golos marcados. Isto se não voltar a marcar esta sábado, da despedida, frente ao Celta de Vigo.

Ao longo da sua carreira, Falcão somou para já 12 títulos:1 pelo River Plate (Torneio Clausura 2008), 8 pelo FC Porto (2 campeonatos, 3 Supertaças de Portugal, 2 Taças de Portugal e 1 Liga Europa), e 3 pelo At. Madrid (1 Liga Europa, 1 Supertaça de Espanha e 1 Taça do Rei).

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