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O Grenoble decidiu avançar para o despedimento do avançado Jordan Tell, depois do jogador de 26 anos se ter apresentado mais tarde para fazer a pré-temporada por ter optado por representar a sua seleção na fase final na Gold Cup. A situação é de certa forma insólita, pois a prova continental da CONCACAF é uma competição FIFA e, por isso, os clubes têm de ceder os seus jogadores, mas a questão que se coloca é que a seleção de Guadeloupe não é reconhecida pelo organismo que rege o futebol mundial, por não ser efetivamente um membro da organização.
Por isso, apesar de ter permitido a presença do jogador na fase de qualificação - realizada no período de férias do avançado -, o Grenoble quis que o jogador se apresentasse na pré-temporada, por não ter qualquer obrigação de libertá-lo. Provavelmente ninguém esperava sequer que a seleção de Guadeloupe se apurasse para a fase final e que até tivesse empatado com o Canadá e ganho a Cuba na fase de grupos...
O que foi certo é que a surpresa aconteceu mesmo e o jogador não quis voltar. Nem mesmo perante uma comunicação do próprio clube, que o contactou para se apresentar. Segundo o diretor geral do Grenoble, em declarações ao 'L'Equipe', foram mesmo enviados dois emails e também feitas várias chamadas, tendo o jogador "considerado que Guadeloupe era mais importante do que o seu contrato". "A posição do clube é muito clara: não podemos aceitar tudo, os jogadores não podem ausentar-se quando lhes apetece, quer as competições lhes interessem ou não, especialmente quando não é algo obrigatório", justificou Max Marty.
Agora, segundo o 'L'Equipe', o sindicato dos jogadores franceses e o próprio Jordan Tell estão a considerar colocar o clube em tribunal. Enquanto isso, o avançado de 26 anos procura encontrar um novo clube para o futuro e, ao que parece, interessados não faltam. Isto apesar de nem ter sido figura na sua seleção na prova continental, pois apenas alinhou em dois jogos, diante do Canadá e Cuba.
Por Fábio Lima