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Leonardo Jardim passou ontem parte do dia a negociar a rescisão contratual com o Monaco. Com um vínculo válido até 2020, o treinador português deverá assinar o papel do divórcio nas próximas horas e receber uma indemnização de 7 milhões de euros.
A saída do treinador português ficou a dever-se à onda de maus resultados na Ligue 1 na Champions. Leonardo Jardim foi dispensado dias depois de a equipa do Principado ter registado o décimo jogo consecutivo sem vencer [3E e 7D]. O luso deixou a equipa num modestíssimo 18º lugar.
O capital de confiança que conquistara ao conduzir o Monaco à vitória na Ligue 1, em 2016/17, acabou por se esgotar. O ‘L’Équipe’ adiantou anteontem que este desenlace foi provocado, entre outras situações, pelo facto de Leonardo Jardim já não conseguir fazer chegar a sua mensagem aos jogadores. O técnico português, esse, sempre colocou o Monaco acima de tudo e de todos, frisando que não teria qualquer problema em abandonar o posto caso fosse essa a melhor solução.
O treinador luso terá ministrado ontem de manhã o derradeiro treino, desconhecendo-se, no entanto, se já se terá despedido do grupo de trabalho. Um plantel que valorizou desde 2014/15, proporcionando ao clube um encaixe superior a 853 milhões de euros. Só neste capítulo, e levando também consideração o investimento de 442 milhões de euros em jogadores, o Monaco ficou a lucrar 411 milhões de euros.
Debandada de craques
A queda registada esta época ficou diretamente relacionada com a debandada de alguns craques. Leonardo Jardim viu sair Lemar, Fabinho, Kongolo, Ghezzal, Diakhaby, Meïté e João Moutinho. Seria muitíssimo complicado reconstruir novamente o projeto em tão curto período de tempo.
O prestígio angariado durante o consulado no Monaco tornou Leonardo Jardim um treinador altamente cotado no Velho Continente. O técnico luso quererá fazer uma breve pausa na carreira, por forma a recuperar o fôlego. No entanto, não será de estranhar que o seu telefone volte rapidamente a tocar. A Premier League deverá ser o destino mais provável do treinador que conduziu sensacionalmente o Monaco às meias-finais da Liga dos Campeões em 2016/17. O senhor que se segue, esse, deverá ser Thierry Henry, atual adjunto de Roberto Martínez na seleção da Bélgica. Terá um início de carreira verdadeiramente escaldante no Monaco!
Por Nuno Pombo