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Gennaro Gattuso admitiu numa entrevista ao 'L'Équipe' que se tornou admirador de Pep Guardiola quando defrontou o Barcelona, enquanto jogador. O agora técnico do Marselha recorda que quis aprender os métodos do espanhol e não poupou nos esforços para o conseguir.
"Quando tinha 27 ou 28 anos defrontámos o Barça de Xavi, Iniesta, Ronaldinho, Messi... E algo aconteceu dentro de mim. Corremos durante 95 minutos, fiz uma maratona em cada jogo contra eles e toquei na bola três ou quatro vezes. Não entendíamos o que estava a acontecer. Então comecei a interessar-se pela questão, estudei, analisei...", explicou o treinador italiano.
Mais tarde, já depois de pendurar as chuteiras, Gattuso entendeu que tinha de aprender com o melhor e por isso foi a Munique, no sentido de analisar os métodos de treino de Guardiola, então treinador do Bayern. "Estive quase três dias à porta do centro de treinos do Bayern, à espera de ver chegar o carro de Guardiola. Não tinha pedido nada a ninguém porque não gosto de pedir favores. Reconheceu-me quando passou por nós, mas já lá tínhamos estado nos dois dias anteriores. Eu e o Gigi [seu adjunto] estávamos mortos de frio."
Gattuso, que além de Guardiola tem outros treinadores como referência - Carlo Ancelotti, Marcello Lippi, Walter Smith e Alberto Zaccheroni - admite que não perdeu a paixão que tinha enquanto jogador. "Nos treinos grito durante uma hora e um quarto como um martelo pneumático, mas quando termina não quero que ninguém do meu staff deambule pelo balneário ou na sala de massagem. Não quero saber se dizem 'que treinador idiota'. Porque eu disse isso muitas vezes quando era jogador."
Sobre as críticas, o treinador italiano admite viver bem como elas. "Não vamos mudar o mundo. Vivemos num mundo de maldade por culpa daqueles que eu chamo 'leões do teclado', que derramam o seu ódio atrás de um ecrã e que podem destruir-te em 10 minutos. Tens de ter força para acreditar naquilo que fazes."