E se a federação inglesa pedir desculpas a Mourinho pelo caso do pontapé na garrafa?

• Foto: Getty Images

E se José Mourinho receber um pedido de desculpa pela expulsão na sequência de ter pontapeado uma garrafa de água no jogo entre o Manchester United e o West Ham (1-1), na tarde de domingo, em Old Trafford? Parece brincadeira, mas não é.

Já aconteceu, há sete anos, com Arsène Wenger, precisamente o rival que o treinador português apontou recentemente como figura altamente respeitada pela federação inglesa (FA), estatuto que colocará o francês do Arsenal em vantagem quando se trata de ajuizar situações... como as que decorrem de declarações sobre árbitros e arbitragens.

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O 'Manchester Evening News' destaca esta segunda-feira o episódio de Wenger, ocorrido em agosto de 2009, também em Old Trafford, recordando que o treinador do Arsenal foi expulso por ter dado um pontapé numa garrafa de água, após o árbitro Mike Dean agido bem ao invalidar um golo a Robin van Persie, por fora-de-jogo do avançado holandês.

Na altura, Dean foi avisado por Lee Probert, que estava como quarto árbitro, tal como sucedeu com John Taylor neste Manchester United-West Ham, face ao juiz principal Jon Moss, quando Mourinho explodiu, após Paul Pogba ter visto um cartão amarelo por simular uma falta.

Wenger foi forçado a ir para as bancadas, onde ficou no meio dos adeptos do Manchester United, o que levou Keith Hackett, à altura responsável máximo pela arbitragem no seio da FA, a entender que as desculpas eram mais do que necessárias. Impunham-se.

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Hackett foi mesmo ao ponto de dizer que "Lee Probert fracassou por completo ao gerir a situação, criando uma pressão desnecessária que retirou importância ao que se passava no relvado no decorrer do minuto que faltava ainda jogar, num encontro daquela importância."

"Embora correta perante a lei, a decisão foi totalmente despropositada no que toca ao jogo, seguida pelo disparate que foi o lugar no qual Arsène Wenger se teve de sentar", acrescentou Hackett.

O jornal de Manchester lembra ainda outro episódio, este protagonizado por Alex Ferguson, histórico treinador do United, que em agosto de 2003 foi expulso por motivo similar, numa partida diante do Newcastle, depois de Jeff Winter ter informado o chefe da equipa de arbitragem, Uriah Rennie. 

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Ferguson acabaria por ser suspenso por dois jogos, mas porque insultou Winter. Todavia, alguns jornais ingleses avançam para o mesmo número de partidas de castigo para Mourinho, pelo facto do treinador português  ter somado a segunda expulsão esta temporada - a primeira foi na partida com o Burnley, a 29 de outubro, após uma troca de palavras com Mark Clattenburg, no túnel de acesso aos balneários.

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