_
José Calado e Valdo, antigos jogadores do Benfica, foram outros dos futebolistas que marcaram presença no pavilhão do Casal Vistoso. O ex-médio português mostrou-se feliz por rever antigos companheiros e por continuar a merecer o reconhecimentos dos adeptos.
“O convívio é sempre essencial, principalmente neste tipo de situações. É juntar todas as pessoas num espírito de harmonia, não competitivo. É um espírito de brincadeira, divertirmo-nos. Às vezes a vida é tão complicada, às vezes é tudo tão difícil, não só para nós, mas para todas as pessoas, cada vez está a tornar-se mais complicado, estar neste tipo de convívios ajuda a espairecer um bocadinho a cabeça”, ele que se aventurou numa aula de zumba.
“A dança não é muito o meu forte. Eu bem tentei há muitos anos no ‘Dança com as Estrelas’, mas não é muito o meu forte. É sempre bom estarmos em contacto uns com os outros, a ouvir as músicas e a ver quem são as melhores bailarinas e os melhores bailarinos só para gozarmos um bocadinho”, disse, entre risos.
Já Valdo revelou que a iniciativa fê-lo recordar dos tempos de infância no Brasil. “Eu sou de uma cidade pequena do Brasil, este tipo de iniciativas dizem-me muito. É sempre gratificante ver o espírito das pessoas no Bora Mexer e reencontrar antigos companheiros de profissão”, disse.
Ex-Sporting suaram no Casal Vistoso
Fernando Mendes e Carlos Xavier, antigos jogadores do Sporting, também não faltaram ao sexto evento da terceira edição do Bora Mexer. O antigo lateral, que passou ainda por Benfica e FC Porto, mostrou-se fã da iniciativa, que colocou fãs e ídolos frente a frente. “É sempre giro. Sempre que podemos participar e ajudar com a nossa imagem, é importante. As pessoas gostam deste tipo de eventos, nós também”, lamentando, no entanto, já não ter a capacidade física de outros tempos. “Fiz dois minutos e estou completamente morto”, afirmou, entre sorrisos. Por fim, destacou o talento que o Bora Mexer tem ajudado a potenciar.
“Vê-se bem a adesão que as pessoas têm neste tipo de eventos. No ano passado também estivemos em vários eventos. É bom ver que as pessoas estão a aderir e a gostar da causa. É o mais importante. Há pessoas que têm muito talento aqui, como a Inês Coito, a fadista. É uma coisa do outro mundo. Parabéns ao Record e à Gebalis por apoiarem este tipo de eventos”, concluiu.
Já Carlos Xavier esteve (um bocadinho) mais tempo em campo e revelou o desejo de participar em mais iniciativas como esta. “Há pessoas que não foram profissionais e agora podem jogar connosco. É uma alegria para eles, é uma experiência divertida. Deu para suar um bocadinho e para nos divertirmos”, ele que esteve atento ao zumba, mas não arriscou, ao contrário de José Calado. “A aula de zumba não é bem para mim, mas gosto de ver…”, disse, num tom divertido, o antigo médio, atualmente com 64 anos, que passou, também, por Casa Pia, Académica e Real Sociedad, de Espanha.
Gebalis satisfeita com a terceira edição
Marco Silva, da Gebalis, garantiu que a edição de 2026 superou as expectativas e que o número de participantes este ano foi superior ao do ano passado.
“As pessoas estão cada vez mais convictas de que esta é uma atividade que faz falta à cidade de Lisboa, pois consegue juntar jovens, adultos, famílias, o que torna os bairros com mais vida”, começou por dizer a Record.
Na mesma conversa, Marco Silva, que faz parte da organização do Bora Mexer, detalhou como é um dia no evento. “Começamos sempre bastante cedo, mas bem coordenados e organizados conseguimos fazer isto de uma forma muito suave e, acima de tudo, pôr um sorriso na cara das pessoas.”
Por fim, o colaborador da Gebalis mostrou-se muito satisfeito com o último dia da iniciativa no Casal Vistoso. “Para mim, é muito gratificante. Juntámos aqui moradores, parceiros, funcionários da Gebalis, presidente. Toda a gente está presente.”