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É normal que o nome de Ewan Ireland não diga muito ao leitor, mas aquele que, em tempos, chegou a ser o "melhor jogador" da academia do Newcastle, em Inglaterra, acabou por ter um destino... que poucos previam. O 'The Sun' conta a história do jovem que chegou a ser companheiro de equipa do internacional inglês Elliot Anderson e que, atualmente, cumpre uma pena de prisão perpétua por ter assassinado aos 17 anos, com uma chave de fendas, um estranho num centro comercial.
"É inacreditável ver onde é que dois jovens que tinham um talento enorme acabaram. É preciso perceber onde é que as coisas começaram a correr mal para o Ewan. Era um jogador extraordinário, o melhor da academia do Newcastle. Mas acabou por seguir na direção errada, enquanto o Elliot [Anderson] se focou e trabalhou arduamente", explicou, em declarações à mesma fonte, um olheiro que, em tempos, ficou encantado com o talento de Ireland.
A verdade é que Ewan Ireland sempre mostrou ser problemático: foi expulso da academia do Newcastle - onde chegou a brilhar - em 2015 por mau comportamento e, pouco tempo depois, deixou a escola que frequentava pelo mesmo motivo. Foi igualmente expulso de um outro clube por ter levado uma faca para um treino.
Ainda antes de ter assassinado Peter Duncan, Ireland foi julgado por perseguir a própria mãe com uma faca e por ter atirado amoníaco para a cara de uma rapariga. Traços que, desde logo, levaram à tragédia que aconteceu há sete anos, em agosto de 2019. Ireland caminhava por um centro comercial quando, num ataque de fúria, esfaqueou até à morte, com uma chave de fendas, um homem de 52 anos, enquanto este regressava a casa do trabalho. Deixou dois filhos.
Ireland foi condenado a prisão perpétua e acabou por confessar o crime. Terá, obrigatoriamente, de cumprir um período mínimo de 15 anos de prisão.