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O pós-Alex Ferguson do Manchester United está a viver mais um capítulo de horror, com o péssimo arranque de 2026/27. Até ao momento, os red devils venceram apenas dois jogos e Michael Carrick já está com o lugar em risco, depois de até ter acabado 2025/26 nas graças dos adeptos, ao alcançar a qualificação para a Champions.
Para Rafael, antigo lateral brasileiro que passou por Old Trafford entre 2008 e 2014, juntamente com o seu irmão gémeo Fábio, o clube entrou num "ciclo interminável" desde a saída de Ferguson em 2013.
"Depois que Alex Ferguson foi embora, houve alguns treinadores que conseguiram resultados, mas nada expressivo. O clube fica nessa dinâmica todos os anos. Equipa pressionada, com um técnico que parecia que ia dar certo, mas este ano começou igual. A atmosfera vai ficando má, há a situação dos Glazers com os adeptos.. São muitas coisas que vão tirando a energia dos jogadores e até a paciência aos adeptos", analisou o antigo jogador de 36 anos, em entrevista à Globo Esporte.
Na sua passagem de seis anos pelo Man. United, o internacional brasileiro só trabalhou com quatro treinadores: Alex Ferguson, David Moyes, Ryan Giggs (interino) e Louis van Gaal. Neste sentido, Rafael defende a permanência de Carrick, seu antigo colega de equipa, pois seria apenas mais um foco de instabilidade.
"Sinceramente, acho que é muito cedo para trocar o treinador. O trabalho é muito mau, mas mudar seria um tiro no pé, porque esperaram muito para assinar com ele por mais tempo e, logo no início de temporada, já se arrependem e querem trocar tudo. Acho que têm que esperar mais um pouco para ver se a equipa começa a andar, se os jogadores conseguem acordar e aí, depois, com certeza, se continuarem os resultados maus, é o momento de trocar. O futebol é resultado", atira.