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Aos 33 anos, Tom Cleverley decidiu colocar um ponto final na carreira como futebolista profissional. Fê-lo depois de uma temporada na qual praticamente não jogou pelo Watford - apenas disputou quatro encontros -, muito por culpa da lesão no tendão de Aquiles que o atormentou na última época. Nas redes sociais, o agora antigo médio deixou uma longa mensagem de despedida, na qual explicou a decisão e onde deixou vários agradecimentos.
"O último ano foi incrivelmente difícil por ter tentado superar todos os obstáculos colocados pelas lesões. Infelizmente o meu corpo falhou-me e simplesmente deixei de ter a capacidade para jogar. Não ponderei muito, mas estou a tentar focar- me num futuro positivo e estou entusiasmado pelo que aí vem", assumiu o médio, que em seguida agradeceu aos treinadores, colegas e adeptos das equipas que representou - Leicester, Wigan, Aston Villa, Everton e, também, da seleção inglesa.
Ainda assim, há dois nomes aos quais Cleverley deixa uma "menção especial": Paul McGuiness e Sir Alex Ferguson, com os quais trabalhou no Manchester United. "As pessoas e o clube deram-me a base como jogador e pessoa e também foi nesse clube que tornei em realidade os meus sonhos. Sair da formação e representar a equipa principal dá-me imenso orgulho".
O agora antigo médio agradeceu ainda o Watford, o seu último clube, o qual assume ser um orgulho "chamar de casa". "Capitanear este clube foi uma honra e todos estarão no meu coração. O amor que expressaram por mim, desde quando vim para aqui como um jovem emprestado até ao momento em que me retiro como um adulto, não tem forma de ser recompensado".
Ao longo da sua carreira, Cleverley conquistou um título inglês (2012/13), duas Supertaças (2011 e 2013) e ainda venceu a League One pelo Leicester em 2008/09. Em termos de seleção, foi internacional absoluto por 13 ocasiões e participou nos Jogos Olímpicos de Londres'2012 pela Grã-Bretanha.
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Por Fábio Lima