A situação em torno do coronavírus pode estar bastante longe de estar controlada, seja em Inglaterra como no resto do Mundo, mas a Premier League não desiste de tentar todo o tipo de opções para conseguir concluir a temporada 2019/20. Já vários cenários foram levantados quanto à fórmula de disputa do que falta jogar, e agora chega-nos de Inglaterra um outro, que aponta para uma solução ao jeito do Campeonato do Mundo.
De acordo com o 'Independent', o plano que estará em cima da mesa passará por confinar as 20 equipas em hóteis (diferentes) na zona de Midlands e Londres durante um período de dois meses, sendo que nesse período serão seguidos os protocolos levados a cabo em situações de quarentena, o que implicará um total afastamento de familiares e amigos tal como sucede normalmente no Campeonato do Mundo e ainda controlos de temperatura diários. A ideia, explica o referido jornal, passa por reduzir o risco de contrair a Covid-19 e possível propagação.
Neste sentido, tudo leva a crer que todos os restantes elementos ligados ao jogo serão igualmente colocados nesta espécie de quarentena forçada, desde árbitros, operadores de câmara, técnicos das estações televisivas, médicos, polícias , etc. Basicamente, ao longo de dois meses a Premier League estará totalmente fechada em hóteis...
Em relação aos jogos que restam disputar - um total de 92 -, o plano passa por disputá-los todos à porta fechada em terreno neutro e sempre em alta rotação (haverá vários jogos por dia). Provavelmente todas as equipas irão disputar um jogo a cada três dias, num registo a fazer lembrar o período festivo, mas aqui com a grande diferença de ser ao longo de dois meses e não de... duas semanas.
De notar que todas as partidas contariam com transmissão televisiva, o que acabaria por ser um incentivo extra para manter as pessoas entretidas no interior das suas habitações neste período de crise.
Solução não convence
Ainda que à primeira vista o plano pareça ser bem construído, a verdade é que nem tudo convence. Especialmente por causa da necessidade de atribuir a eventos não-essenciais a cobertura por parte de equipas médicas que poderiam àquela hora estar nos hospitais a salvar vidas. Para mais, uma possível grave lesão de algum jogador pode também provocar um efeito similar. "Para onde vai um jogador que parte a perna em campo? Os hospitais têm neste momento maiores preocupações. A Premier League teria quase de ter um hospital privado preparado para isto", assumiu uma fonte ligada ao processo ao referido jornal.
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