Wesley: «Fui pai aos 14 anos e outra vez aos 16. Tinha de me tornar jogador»

Wesley tem sido um dos maiores destaques da temporada na Premier League, fruto dos 4 golos e uma assistência em oito jogos ao serviço do Aston Villa. O avançado brasileiro, de 22 anos, que foi a contratação mais cara de sempre da equipa de Birmingham (custou 25 milhões de euros no passado verão), revelou, em entrevista à Sky Sports, a sua história de vida, que começa pelo falecimento do pai, fruto de um tumor cerebral, quando tinha somente 9 anos. Mas a maior motivação do canarinho foram mesmo... os filhos. Dois, quando contava 16 anos. 

"Eu tinha 14 anos quando tive o meu primeiro filho e 16 quando tive o meu segundo. Quando tive as crianças, disse a mim mesmo que tinha de fazer de tudo para me tornar jogador de futebol profissional. Tinha de trabalhar durante o dia e ir para os treinos à noite. Portanto, quando jogo penso na minha família, nos meus filhos, na minha mãe, em todos", confessou o ponta-de-lança canarinho, que nasceu com a perna direita três centímetros mais curta do que a esquerda. 

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A oportunidade surgiu em 2015, quando recebeu o convite dos eslovacos do Trencin. Até à data, tinha-se treinado à experiência durante seis meses no Atlético Madrid mas acabou recambiado para o Brasil. Cumpriu ainda empréstimos a equipas francesas mas sem sucesso. Começou a trabalhar numa fábrica até que se abriu a janela de oportunidade. "Quando fui rejeitado por seis equipas, pensei que não queria mais jogar futebol, que estava terminado para mim. Foi aí que tive a minha chance", lembrou o avançado.

"Eu tinha de fazer algo. Tinha de ganhar dinheiro para os meus filhos. Todas as equipas me diziam que não. Fui para seis equipas antes de ir para a Eslováquia", lembrou Wesley, que chegou a treinar-se durante 3 meses no Atlético Madrid, antes de regressar ao Brasil. Na Eslováquia, Wesley apontou 8 golos em 22 jogos e chamou a atenção aos olheiros dos belgas do Club Brugge (35 golos em 117 partidas) antes de ingressar nos villains por uma soma recorde. 

"Todos os dias penso no passado, sobre o que pensei quando as equipas me diziam que não. Agora estou muito feliz por ter este trabalho", garantiu.

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