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Em jovem, Henri Lansbury era um dos mais promissores jogadores da formação do Arsenal, a ponto de Arsène Wenger se ter referido a si como alguém que seria "um grande jogador". Contudo, tal como tantos outros casos, a vida de futebolista não correu tão bem quanto os analistas e o próprio Lansbury anteviam.
Apenas fez três jogos no Arsenal, passou de empréstimo em empréstimo, antes de se firmar no Nottingham Forest, clube no qual chegou aos 145 em cinco temporadas (2012 a 2017). Dali seguiram-se passagens por Aston Villa, Bristol City e Luton Town, o último clube que representou. Aos 32 anos decidiu pendurar as chuteiras, mas por um bom motivo. Uma oportunidade de negócio que surgiu, que supera aquilo que podia conseguir no futebol. O tratamento de relvados. E que, curiosamente, apareceu na sua vida num dos momentos mais complicados nos últimos anos.
"Tudo aconteceu durante o primeiro confinamento, quando estava fechado em casa e comecei a interessar-me por jardinagem. Comecei a borrifar as minhas ervas daninhas com coisas tóxicas, com fertilizante tóxico. A minha mulher não ficou muito satisfeita com isso, porque tínhamos as crianças por lá a correr. Tentei afastá-los dali e ela pergunta-me 'por que não usas fertilizante orgânico?' Comecei a ver disso com um amigo meu, descobrimos uma solução e levámos isto para um outro nível", começou por dizer, ao 'talkSPORT'.
E por outro nível leia-se 'Liga dos Campeões'. O negócio de Lansbury vai de vento em popa e a empresa Grass Gains já acumula vários trabalhos. "Tratámos do Fulham, do Genk e em breve vamos para o Mónaco. Estamos na direção certa. Alguns clubes locais já nos pediram e temos também tratado dos seus relvados. Quero ajudar os pequenos clubes, ajudá-los a ter um bom relvado para jogar. Não há nada melhor do que uma criança a correr num relvado com riscas. É isso que te ajuda a evoluir", acrescentou.
Por Fábio Lima