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Robertson e o impacto da morte de Diogo Jota: «O Liverpool estava despedaçado. Não queríamos saber de futebol»

Robertson brinca com Diogo Jota sobre a nacionalidade escocesa
• Foto: Robertson/Instagram

"É muito difícil de falar sobre isso, na verdade, porque aquilo por que passámos foi horrendo", é assim que Andrew Robertson descreve os meses que se seguiram à morte de Diogo Jota e o impacto que a tragédia teve no plantel do Liverpool. Numa entrevista ao podcast 'Stick to Football', o lateral-esquerdo escocês falou sobre o princípio da época 2025/26 e conta que os jogadores que chegaram ao clube nessa altura encontraram-no "despedaçado".

"Se falar dos reforços, eles chegaram a um clube que estava despedaçado. Estavam a tentar, e foi aí que senti tanta pena destes rapazes - porque tinham assinado por muito dinheiro - se falarmos apenas de futebol. Levaram meses a adaptar-se porque nós não queríamos saber, não queríamos saber de futebol. Essa era a verdade. Não queríamos saber de futebol porque tínhamos acabado de perder um dos nossos melhores amigos no balneário", explica o internacional escocês, que se mudou para o Tottenham no último defeso.

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Robertson não esconde que a morte do jogador português foi uma das causas para uma época desportiva abaixo do esperado: "É por isso que tenho tanta empatia, em termos futebolísticos, pelas novas contratações, porque eles chegaram a uma equipa que era de elite em tudo o que fazia há anos. Naquele momento, não conseguíamos ser isso devido ao que tinha acontecido e depois começaram a receber bastantes críticas".

Diogo Jota morreu a 3 de julho de 2025 num acidente de viação, em Espanha, que também vitimou o seu irmão André Silva.

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Por André Teixeira
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