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Após o triunfo (1-0) do Manchester City em casa do Leeds, este sábado, Pep Guardiola não perdeu tempo em apontar o dedo ao comportamento dos adeptos nas bancadas em Elland Road, ao minuto 13. Nessa altura do jogo, ouviram-se vaias e assobios, após ter sido concedida uma pausa para que os jogadores muçulmanos que estão a cumprir o Ramadão possam beber água e alimentar-se.
A Premier League instituiu esta medida para proteger os atletas que estão em jejum durante o cumprimento deste ritual, no qual não podem comer nem beber água entre o nascer e o pôr do sol. Assim, o encontro deste domingo foi interrompido pelo árbitro no momento em que o sol se pôs para uma pausa de no máximo dois minutos, algo que desagradou os adeptos.
O treinador dos citizens não poupou nas críticas e pediu mais respeito pelas religiões e pela diversidade, fazendo referência a eventos extra-futebol, nomeadamente os ataques com mísseis perpetrados pelos EUA e Israel ao Irão no mesmo dia do jogo.
"É o mundo moderno, não é? Já viram o que aconteceu no mundo hoje, certo? Respeitem a religião, respeitem a diversidade. Esse é o objetivo da regra, não fomos que dissemos isso. Foi a Premier League que instituiu: devido o jejum, os jogadores têm direito a um ou dois minutos do jogo [para se alimentarem]. Então, é o que é. Lamentável", apontou o técnico catalão, que tem sido muito vocal nas críticas aos movimentos anti-imigração e declarado apoio à causa palestiniana.
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Jogadores muçulmanos que estão a cumprir jejum têm direito a uma pequena pausa para se hidratarem e alimentarem
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