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Bernardo Silva assumiu a braçadeira de capitão do Manchester City. Em entrevista à imprensa inglesa, o internacional português falou dos desafios de ser o líder da equipa.
"Acho que a grande tarefa, não só minha, mas de todos os capitães, é criar o equilíbrio certo no balneário. Diria que o equilíbrio certo é o bom comportamento e respeito em termos de chegar a horas, ter um bom desempenho nos treinos e dar o melhor de si pelo clube", começou por referir, citado pelo 'Manchester Evening News', acrescentando: "Quero jogar todos os jogos e o jogador que está na minha posição também quer jogar todos os jogos. Acho que tem de haver esse equilíbrio entre ter muito respeito e ter um ótima relação no balneário, mas ao mesmo tempo competir uns contra os outros".
Bernardo Silva recordou também a última época, relembrando aquilo que correu mal e atribuindo as culpas a todos os intervenientes: "Na minha opinião, a estabilidade de uma equipa e a forma como ela defende são a base necessária para vencer jogos e conquistar títulos. Tenho um jogo em mente, acho que foi contra o Tottenham na Taça da Liga, quando o nosso quarto defesa central se lesionou. John, Manuel, Ruben e Ake ficaram de fora. Foi aí que as coisas começaram a correr mal. Obviamente, não foi só isso, porque uma equipa com a nossa experiência, com a nossa qualidade, mesmo assim, não pode cair tão facilmente como caímos. Por isso, há muita, diria eu, culpa. Não sei se essa é a palavra certa, mas culpa em todos os outros jogadores, no treinador, em todos, por não terem feito melhor para superar esta situação. Mas aprendemos muitas coisas. Eu aprendi muitas coisas.
"Nesses momentos, aprende-se com quem se pode entrar em guerra e com quem não se pode. Esperemos que tenha sido uma lição muito boa para nós", reiterou.
Nas mesmas declarações, Bernardo Silva assumiu ainda que não gosta de perder, lembrando... o Benfica: "Sou mau perdedor. Detesto perder. Joguei 12 anos no Benfica, que é um grande clube em Portugal. Ensinam-nos a não ficarmos felizes quando não ganhamos. Talvez não seja muito agradável de se ver de fora, mas gosto de pensar que é preciso que os jogadores se sintam mal quando perdem. É preciso sentir-se mal consigo mesmo, é preciso sentir-se mal com o desempenho e é assim que lido com isso. Provámos o sabor da derrota e, quando se prova o sabor do sucesso e da derrota, sabe-se que é muito melhor. Não gostámos da última temporada. Não gostámos. Foi muito frustrante, muito doloroso para quase todos nós, diria eu, e estamos de volta com aquela vontade de voltar a lutar pelos títulos".
"Não se trata de ganhar ou perder, trata-se de competir pelo título. Nem sequer tentámos. Acho que emocionalmente estamos definitivamente de volta. Vamos ver se temos qualidade, tudo isto é muito bonito, mas no final a qualidade em campo fará a diferença", atirou ainda.
Ainda no campo da competitividade, Bernardo Silva deixou ainda uma frase curiosa no que diz respeito à guarda de honra que alguns clubes fazem quando outros se sagram campeões: "Honestamente, não dou tanta importância a isso como as outras pessoas. Não é uma tradição em Portugal. Quando ganho um título, não preciso que os outros batam palmas. Na minha opinião é, de certa maneira, uma hipocrisia. Mas se as pessoas querem fazê-lo, que o façam. Não bati palmas ao Liverpool porque não é assim que festejo derrotas", finalizou.
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