Ruben Amorim revelou que foi na sequência de uma decisão de grupo, em solidariedade com Noussair Mazraoui, que os jogadores do Manchester United decidiram não vestir os casacos com as cores arco-íris, em apoio à comunidade LGBT+, conforme estava previsto antes do jogo com o Everton (4-0), fim de semana passado.
Como o gesto ia contra as crenças religiosas de Noussair Mazraoui, os restantes jogadores dos red devils entenderam não deixar o marroquino sozinho e foi decidido que ninguém usaria o referido casaco.
"Foi uma decisão de grupo, dos jogadores, como tem de ser. Há três questões a ter em conta: por um lado os valores do clube, não há dúvidas no que este clube acredita e luta. Depois há a religião, que temos de respeitar. Faz parte dos nossos valores respeitar outras opiniões. O terceiro aspeto tem a ver com o grupo e o sentimento de 'não vou deixar o Nous sozinho, somos uma equipa'. A maioria dos jogadores acredita numa coisa, mas viram um deles sozinho e disseram 'então vamos juntos'", explicou Amorim.
E prosseguiu: "São três coisas com as quais temos de ligar e respeitar, é um assunto difícil. Penso que fizemos bem. Precisamos de respeitar tudo, mas também temos de respeitar a religião do Nous e a sua cultura."
O treinador foi depois questionado sobre se este tema voltará a ser um problema no futuro. "Não sei se o Nous vai mudar a sua religião e as suas crenças... Vamos lidar com isso no momento, mas é, de facto, uma decisão difícil."
Recorde-se que, embora os jogadores não tenham vestido os casacos, o capitão, Bruno Fernandes, envergou mesmo assim, a braçadeira com as cores da causa no jogo com o Everton.
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