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Especialista em linguagem corporal avalia Kinsky: «Queria ser engolido pela terra…»

Guarda-redes do Tottenham, Kinsky, com rosto de desespero após substituição

Já se disse quase tudo sobre a prestação do guarda-redes Antonin Kinsky durante os breves minutos em que esteve em campo com a camisola do Tottenham, no duelo diante do Atlético de Madrid na Champions. Jogadores, treinadores, comentadores e jornalistas já abordaram o tema, uns apontando o dedo ao treinador Igor Tudor e outros a assumirem que, se calhar, até não foi má ideia tirar o guarda-redes e protegê-lo de mais disparates.

Contudo, faltava a opinião de quem ganha a vida a observar as expressões corporais dos outros. Aos microfones do OLBG, o especialista em linguagem corporal Darren Stanton não deixou nada por dizer.

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“Falando como analista, esta é uma situação fantástica, porque oferece muito material para analisar e comentar. Aquilo que vimos nos momentos seguintes aos golos sofridos foram ações normais de guarda-redes que têm de ir buscar a bola ao fundo da baliza. Mas o facto de ter colocado a mão na cabeça, que é o gesto supremo quando nos queremos acalmar depois de um erro”, iniciou.

“Ele queria, obviamente, ser engolido pela terra naquela altura. Mas os gestos que efetivou como resposta corporal foram submissos. Ele está a dizer-nos que sabe quais foram as coisas que fez mal e está a tomar propriedade delas. Contudo, o cenário muda quando está a sair de campo, porque mostra raiva para com o treinador. Nem estou a afalar de microexpressões, aquilo foi um quadro completo”, explicou depois.

“Ele sabe o que fez. Podemos observar outros jogadores e pessoas que estão junto à linha lateral a fazerem gestos que poderiam ser feitos por pais que viram os filhos fazer um grande disparate. Mas ele nem ligou…”, explicou depois.

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Romero foi o instigador

A imprensa inglesa destacou que foi o capitão Christian Romero a pedir a substituição do companheiro, algo que Igor Tudor negou com todas as letras na ‘flash interview’. Contudo, o especialista em linguagem corporal assegura que nem tudo é o que parece…

“Parece muito que houve algo orquestrado, porque o Romero fala com o Tudor e ele vira-se imediatamente e ordena a substituição do guarda-redes. Quando vemos o Kinsky sair de campo, o Tudor vira o corpo completamente para a direita e finge que não o vê. O Kinsky também muda a postura do corpo e desvia-o do Tudor, fazendo um espelho daquilo que o treinador lhe está a transmitir de modo não verbal. E dá para ver a raiva absoluta do jogador no momento em que cruza a linha lateral”, explicou.

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“Tem linhas de fúria na testa. Os olhos estão focados no mesmo ponto e a boca está cerrada. É a expressão clássica de raiva absoluta. Sente que foi crucificado pelo que lhe foi feito e pela decisão que foi tomada. Pelo que mostrou a nível corporal, acho que este episódio vai ter um enorme efeito nele”, rematou.

Por João Seixas
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